Juiz acata pedido da defesa e documentos serão anexados
RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
O processo que o prefeito de Várzea Grande Murilo Domingos (PR) responde na Justiça pela suposta prática de improbidade administrativa deverá se estender nos próximos meses antes de ser levada a sentença. O juiz José Leite Lindote acatou o pedido dos advogados de Murilo Domingos e será oficializado a Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) pedido de informações referentes a ações fiscais ou procedimentos administrativos que sejam desfavoráveis a empresa João Só, o que deverá ser atendido em cinco dias úteis. Após o recebimento e análise dos dados será estipulado o prazo de dez dias para que as partes possam apresentar suas alegações finais. Ao término deste período, o processo poderá ser julgado em primeira instância porque a improbidade administrativa se enquadra na área cível e os prefeitos gozam de foro privilegiado apenas em ações criminais. Os envolvidos no processo que são o prefeito Murilo Domingos, o empresário e ex-secretário de Finanças, Toninho Domingos, e a contadora Sirlene Fagundes de Freitas poderão ser condenados a ressarcir os cofres públicos, sofrer indisponibilidade dos bens e perder os direitos políticos. Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE), a empresa João Só é fantasma e serviu apenas para encobrir uma negociata do município com a empresa Casa Domingos, de propriedade do prefeito, para desviar milhões de reais dos cofres públicos. Na quarta-feira (3) as últimas testemunhas arroladas pelo prefeito Murilo Domingos foram ouvidas na audiência de inquirição. A oitiva foi marcada pela ausência do advogado da contadora Sirlene Fagundes de Freitas mesmo com a intimação feita anteriormente por oficiais de Justiça. A assessoria jurídica do empresário Toninho Domingos solicitou a dispensa das testemunhas Clarice Aparecida dos Santos e Sebastião da Costa Marques Filho. Já os advogados do prefeito solicitaram a dispensa da testemunha Carlindo de Campos Neto. Ambos os pedidos foram acatados pelo juiz José Luiz Lindote, responsável pela 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande. DEPOIMENTO Em depoimento, o funcionário público Luciano Raci de Lima declarou que trabalhava no setor de almoxarifado da Prefeitura de Várzea Grande e ressaltou que os produtos adquiridos pela empresa João Só serviam para abastecer os órgãos controlados pelo município. Entretanto, nega ter recebido qualquer orientação do prefeito para beneficiar a empresa João Só no processo de licitação, uma vez que, o setor de almoxarifado se limitava a ao recebimento e conferência dos produtos.