Primeira Página
Terça-feira, 05 de Janeiro de 2010, 13h:20
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Jayme mantém clima de campanha
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O senador Jayme Campos (DEM), já em clima de campanha eleitoral, criticou o governo Blairo Maggi ontem, na posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado. Eu gosto muito do governador Maggi, mas não concordo com a forma dele fazer política. Do jeito que é colocado, parece que Mato Grosso passou a existir nesses anos de gestão dele, e não é assim, Mato Grosso existe e é forte há muito tempo, disparou o senador. O senador pode ser candidato ao governo do Estado nas eleições que acontecem este ano. Um acordo firmado entre ele e o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), determina que, dependo de pesquisas eleitorais, quem estiver mais bem colocado, será o candidato ao governo, com o apoio do outro. De acordo com o senador, de 20 a 25 de fevereiro as pesquisas eleitorais deverão ser feitas por três institutos diferentes. No começo de março, então, os partidos terão os resultados e irão decidir quem será o candidato ao governo do Estado numa composição formada, até agora, pelo PSDB, DEM e PTB. Agora em 2010 que o jogo será jogado e é lógico que eu espero que meu nome esteja na frente e eu seja o candidato ao governo, disse o senador. A definição do nome ao governo também irá determinar o nome do vice na chapa e dos candidatos a senador. A grande diferença entre a nossa aliança e o PR é que nós temos portas abertas. Ainda podemos discutir, temos espaço. O DEM faz parte do arco de aliança que elegeu o governo Maggi, mas de acordo com Jayme, pelos encaminhamentos, não existe mais jeito do Democratas continuar nessa aliança. Uma das principais críticas do senador aos republicanos foi a falta de diálogo na hora da escolha ao candidato para o governo. Para o senador, a escolha do vice-governador Silval Barbosa para disputar a sucessão de Maggi foi uma decisão feita a portas fechadas, sem ouvir os outros partidos aliados e até mesmo a população. Alguns integrantes da sigla não se mostram felizes com o rompimento com o governo, como o deputado estadual Gilmar Fabris, que já demonstrou preferir seguir junto com a atual base governista. Jayme não economiza palavras contra o deputado. Há mais de ano que o Fabris nem aparece na sede do partido, ele não é atuante junto ao grupo. Já está definido que o DEM fará parte de um novo arco de aliança, mas o deputado, mesmo sendo do partido, pode ter o posicionamento que quiser. Ele tem que ver o que é melhor para ele, afirmou o senador.