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Segunda-feira, 02 de Março de 2009, 20h:39

DIVERGÊNCIAS

Jayme estende crítica à atuação no Dnit

Além do mal-estar gerado entre o senador e o diretor do Dnit por conta das questões políticas, o Democratas agora questiona ações do órgão federal

O senador Jayme Campos (DEM) cobrou providências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para recuperar a malha asfáltica das rodovias federais. O diretor-geral do órgão é Luiz Antonio Pagot, também primeiro suplente do senador democrata. Segundo Jayme, no pronunciamento feito ontem no Senado, a situação caótica das estradas, em grande parte, é a responsável pelo crescimento do número de acidentes nas rodovias. As críticas contra Pagot acontecem uma semana após o diretor do Dnit avaliar que dificilmente o DEM e o PR estarão no mesmo arco de alianças às Eleições 2010 por conta das composições no âmbito nacional. O DEM faz oposição ao presidente Lula, junto com PSDB e PPS, enquanto o PR faz parte da base de sustentação do governo Federal. Em Mato Grosso, o democrata faz parte da gestão republicana de Blairo Maggi. O senador, no plenário, não citou questões políticas de Mato Grosso. O pronunciamento se resumiu a dados técnicos e oficiais de órgão do governo federal. O senador apresentou relatórios da Polícia Rodoviária Federal que comprovam o aumento de 20% nos índices de acidentes nos seis dias de carnaval deste ano em comparação com igual período de 2008. “Trafegar pelas rodovias federais brasileiras está se tornando, cada vez mais, uma aventura de alto risco”, alertou. Jayme Campos fez uma advertência específica ao diretor-geral que tem apresentado inúmeros projetos que não saem do papel. Ele citou o caso da duplicação do trecho da BR 163/364 que liga Cuiabá a Rondonópolis. “Por enquanto, são apenas promessas de milhões e milhões de reais, mas a obra não sai do lugar”, protestou. O senador mato-grossense lembrou que somente no carnaval deste ano, 1.784 pessoas ficaram feridas em 2.865 acidentes nas rodovias federais. Outros 127 motoristas ou passageiros morreram. “Nossas estradas se converteram em verdadeiras armadilhas, onde vidas são desperdiçadas de maneira banal e corriqueira”, sentenciou. “Por trás destas estatísticas frias, reside a dor e o desespero de muitas famílias brasileiras. Gente que saiu de casa para trabalhar ou simplesmente para passear e deu de cara com a morte. Homens, mulheres e crianças foram vítimas da imprudência e da má conservação das estradas. A fatalidade não escolhe sexo, idade, raça ou condição social”, disse o parlamentar. Para Jayme Campos, viajar pelas rodovias federais “é um desafio aos piores prognósticos possíveis”. No atual estágio de conservação, as BRs se transformaram num calvário para seus usuários, afirma o senador. Num claro recado ao diretor-geral do Dnit, Jayme insiste que as centenas de mortes nas rodovias federais “representam a derrota de toda uma nação para a incompetência e o despreparo”. (Com assessoria).

Edição EDIÇÃO 16965




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