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Terça-feira, 28 de Abril de 2009, 21h:01

Jayme: desfalque é só do PR

SONIA FIORI
Da Reportagem
O senador Jayme Campos (DEM) classificou a decisão do governador Blairo Maggi (PR) de abrir mão de disputa a um cargo eletivo nas próximas eleições como “um grande desfalque” para o Partido da República. No entanto, o senador também destacou que Maggi ainda terá tempo para analisar se a decisão é definitiva, já que o processo sucessório só ocorre em 2010. “Acho que temos que respeitar a decisão do governador. É uma posição de caráter pessoal que deve ser levada em conta. Mas ele (governador) também pode reavaliar, porque só termina em abril o prazo para essa decisão”, disse. De acordo com Jayme, a decisão de Maggi só deverá gerar reflexos para o PR. No entendimento do senador, as costuras políticas entre os principais partidos não deverão sofrer mudanças em decorrência da posição do governador. Jayme também disse que caberá aos republicanos discutir os encaminhamentos para tentar evitar reflexos negativos para o PR referente ao processo sucessório. Principal líder do DEM e pré-candidato democrata ao governo do Estado, Jayme disse ainda que o partido está aberto ao diálogo com a maioria das legendas. “Estamos conversando com praticamente todos os partidos. Temos mantido diálogo com o PSDB, o PT, o PPS e o PMDB”, ponderou. Jayme lembrou que o quadro nacional aponta para a aliança entre o PSDB e o DEM. No entanto, alertou sobre a fase inicial dos entendimentos em Mato Grosso. Segundo ele, o Democratas irá avaliar “criteriosamente” as possibilidades para as eleições do próximo ano. O senador reconheceu ainda que a decisão de Maggi deverá causar novas formatações no processo de escolhas de candidatos para integração de chapa majoritária. Jayme foi mais além ao reiterar que Blairo é um líder no PR e que a legenda republicana deverá buscar alternativas para sanar possível lacuna. O senador democrata também destacou que o DEM “tem bússola própria”, ou seja, que a decisão de Maggi não muda os encaminhamentos do partido. O senador, antes mesmo da decisão do governador, já havia descartado a possibilidade de compor com o Partido da República, a quem ele acusa de não manter diálogo com a base aliada.

Edição EDIÇÃO 16962




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