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Primeira Página
Segunda-feira, 04 de Agosto de 2008, 21h:01

INVESTIGAÇÕES

Inquérito do MPE investiga Aterro

CPI do Lixo da Câmara de Vereadores da Capital quer concluir os trabalhos do relatório até o dia 15 próximo

SONIA FIORI
Da Reportagem
O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito para apurar se há irregularidades no Aterro Sanitário de Cuiabá. A informação foi confirmada ontem, no mesmo dia em que a CPI do Lixo fez a última oitiva para concluir o relatório das investigações feitas pela Comissão por mais de três meses. A prefeitura, por sua vez, aposta na interferência do MPE com o intuito de assegurar a transparência das ações investigativas. O presidente da CPI, vereador Francisco Vuolo (PR), apontou contradições no depoimento do diretor da empresa Qualix, Marcel Gelfi, alvo das investigações. Vuolo lembrou que a manifestação do MPE em relação ao setor da coleta de lixo no município é reflexo de um relatório preliminar entregue pela CPI para a Promotoria de Justiça. Segundo Vuolo, durante a oitiva, Gelfi teria admitido falhas na gerência do setor na capital. A expectativa do presidente da comissão é de que a fase final das investigações seja confirmada no dia 15 de agosto. “Nessa data vamos apresentar ao relator da CPI, o vereador Marcus Fabrício (PP), a fase final dos trabalhos”, explicou. O relatório final seguirá, segundo ele, para o MPE e ainda para entidades que acompanham os trabalhos, como a OAB seccional de Mato Grosso. Entre as principais falhas apontadas pela CPI constam questões como irregularidades no âmbito da coleta do lixo hospital e ainda em relação ao aterro sanitário. Os membros da comissão questionam ainda o contrato celebrado pela prefeitura com a empresa Qualix, detentora do setor da coleta de lixo no município. “O contrato emergencial da prefeitura com a empresa termina no dia 17 de agosto e queremos saber como será a condução desse processo”, ponderou. Outro ponto sob indagação da CPI paira sobre o valor que teria sido pago pela prefeitura à empresa Qualix no decorrer de 2007, de aproximadamente R$ 16,2 milhões. Segundo Vuolo, a contatada teria sido multada pela própria prefeitura pelo menos 209 vezes, a maioria por reincidência. “A empresa só pagou R$ 48 mil em multa para a prefeitura. Esse valor chega até a ser um incentivo para a continuidade das irregularidades”, disparou. OUTRO LADO - O procurador-geral do município, afastado em decorrência da campanha do PSDB na capital, José Antônio Rosa, disse ontem que a prefeitura confia no trabalho do Ministério Público Estadual (MPE) em relação às possíveis investigações sobre o setor de coleta de lixo. Rosa destacou ainda que a atuação do MPE se firma como mecanismo eficaz para analisar o caso. “A prefeitura sempre esteve ao lado do Ministério Público e avaliamos com bons olhos esse trabalho. Assim, o processo será tratado de forma transparente e sem a interferência de questões eleitoreiras”, disparou.

Edição EDIÇÃO 16962




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