Grupo observa ausência de parlamentares nas sessões
O grupo Guardiões da Cidadania aponta uma situação comum na Assembleia Legislativa: deputados marcam presença no plenário, mas não permanecem na sessão. A consequência disso é que constantemente não há quórum mínimo para aprovação de proposituras. Outra falha apontada pelos vigilantes é a suspensão indiscriminada das sessões, até para prestigiar entrega de ônibus feita pelo governador. Conforme o levantamento do grupo, 60% das aprovações não estavam de acordo com o regimento interno. Normalmente o nome do deputado aparece no painel eletrônico, mas os mesmos ficam poucos minutos ou nem aparecem, constatou o grupo. O grupo ainda traz outro dado alarmante: das 80 sessões em que estiveram presentes, em nenhuma a mesa diretora formada por cinco membros - estava completa. Mas nisso há que se considerar que o deputado Mauro Savi (PR), segundo-secretário da mesa diretora esteve de licença por quase quatro meses neste primeiro semestre. Uma preocupação do grupo é que a maioria dos projetos são votados a toque de caixa. As sessões que deveriam durar entre três a quatro horas não chegam a durar nem uma hora e meia, e assim as matérias vão se acumulando e no final do semestre, aprovam a toque de caixa, foi o caso do veto do governo, que se acumulavam proposituras desde 2009, não havendo um debate serio com o envolvimento entre todos os parlamentares no que realmente interessa para a sociedade, relatou o documento formulado pelo Guardiões. Conforme o coordenador do Guardiões, Edson Marin, o grupo hoje é formando por quatro pessoas que ser revezam na presença nas sessões plenárias para acompanhar o comportamento de cada parlamentar. Além disso, eles passam pelos corredores de gabinetes dos parlamentares para checar se estão abertos ao publico e em funcionamento. (ARF)