A disputa pelo comando da mesa diretora da Assembleia Legislativa começa a ganhar novos contornos na base de sustentação do governador eleito, Pedro Taques (PDT). O grupo que antes contava com quatro nomes se polarizou em apenas dois. Os deputados estaduais Dilmar DalBosco (DEM) e Zeca Viana (PDT), que estavam cotados para encabelar uma chapa, admitem recuar em benefício da unidade do grupo. Desta forma, continuam no páreo os parlamentares Eduardo Botelho (PSB) e Guilherme Maluf (PSDB). O tucano foi o último a colocar o seu nome na disputa interna. Apesar disso, nos bastidores a conversa é de que ele seria o preferido de Taques. O fato deve acirrar os ânimos para a disputa interna, uma vez que o socialista tem afirmado que não tem a intenção de jogar a toalha. O grupo de oposição, por sua vez, aposta no nome do deputado estadual Mauro Savi (PR) para presidência e de Romoaldo Júnior (PMDB) para a primeira secretaria. Eles contam com a vantagem de ser a maioria no Legislativo estadual, com 13 parlamentares. O fato preocupa os 11 deputados integrantes da base de situação do governador eleito Pedro Taques (PDT). Por conta disso, ainda não definiram quem irá encabeçar a chapa. O grupo está tentando cooptar outros parlamentares a fim garantir a mesa diretora, e consequentemente facilitar a vida de Taques na Casa de Leis. A eleição ocorre no dia 1º de fevereiro, após a posse dos parlamentares. A Mesa da Assembleia recebe mensalmente cerca de R$ 30 milhões de duodécimo. Esta será a primeira disputa pelo comando do Legislativo em 20 anos. Isto porque as últimas eleições tiveram chapa única. Desde quando foi eleito, em 1994, o deputado estadual José Riva (PSD) faz parte da mesa diretora.