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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

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Sábado, 13 de Novembro de 2010, 12h:41

REESTRUTURAÇÃO

Governo tem pressa para fechar reforma

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Savi (PR), já alertou o governador sobre o prazo para encaminhar a mensagem

SONIA FIORI
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) tem até o dia 30 deste mês para enviar à Assembleia Legislativa a mensagem que trata da reestruturação das pastas de primeiro escalão do Estado. Presidente da Casa de Leis, o deputado Mauro Savi (PR) alertou o Executivo estadual sobre o prazo a fim de evitar questionamentos no Poder Legislativo sobre aprovação de projetos “a toque de caixa”. Diante do tempo escasso, Silval determinou à comissão responsável pela matéria, sob o comando da Casa Civil, plantão no Palácio Paiaguás neste final de semana e feriado para formatar a proposta. Informações do governo revelam dificuldades para fechar o quadro detalhado sobre o número de servidores e os custos da reforma. A previsão é de que na próxima semana sejam concluídos os trabalhos minuciosos, necessários para definir o mapa de recursos que serão empregados na mudança. Dados sobre o impacto financeiro e o levantamento das operações administrativas têm sido o “quebra-cabeça” da equipe executora das ações. Para colocar os planos em prática, o governador precisa tomar conhecimento do real cenário das alterações. Para levar o projeto adiante, ele necessita do domínio das informações. O objetivo é ter certeza de que o comando do Estado conseguirá imprimir uma gestão pública eficiente e ponderada em relação aos custos. Atento para os reflexos da proposta, Silval só promoverá a reestruturação com a certeza de que os resultados serão assegurados tendo sustentação financeira e sendo condizente com as propostas de evolução na administração do Estado. O modelo buscado pelo chefe do Executivo estadual tenta aproximar a nova composição ao perfil administrativo do gestor de Mato Grosso. Ex-prefeito de Matupá e ex-deputado estadual, Silval tem à frente o desafio de montar um quadro que dê continuidade a ações positivas do governo Blairo Maggi, que assegure melhorias e que ao mesmo tempo, contemple as acomodações esperadas pelos partidos aliados. Os ajustes têm deixado os principais envolvidos no projeto em estado de alerta. Devido à falta do diagnóstico completo, o governador optou por adiar a reunião suprapartidária, prevista para a semana passada. Na nova composição deverão entrar ex-adversários das eleições de 2010, como o DEM. Silval e o principal líder do Democratas, senador Jayme Campos, mantém relacionamento amistoso e uma aproximação do governo com a oposição poderá fortalecer os planos do Executivo estadual de reforçar o apoio da bancada no Congresso Nacional. A “ordem” do governador, reprisada na semana passada para a comissão gestora do projeto de reestruturação, foi para garantir um projeto viável e livre de brechas que possam manchar a imagem do Executivo estadual. Silval não admitirá, segundo informações, falhas que possam comprometer a ideia de inovação na máquina pública sustentada pelo eixo dos custos reduzidos. Nessa ordem, os técnicos do Executivo estadual planejam movimentações que poderão gerar desconfortos, como mudanças em relação ao quadro funcional. Mesmo assim, o governador mantêm a proposta com o intuito de consolidar a execução de um mandato que traz como bandeira a industrialização do Estado e a implementação de políticas públicas em setores que precisam, prioritariamente, de investimentos como é o caso do setor dos transportes. Com a reestruturação da máquina pública, o governador persegue a meta de melhorar o sistema gerencial com redução de gastos operacionais. Nesse sentido, um dos principais desafios da comissão executora da proposta é conseguir minimizar os custos sem ferir de forma abrupta o quadro de servidores contratados - os chamados DAS. A possibilidade, no entanto, não está descartada. Informações do Palácio Paiaguás apontam possibilidades de ocorrerem cortes no âmbito das contratações. Dados da estrutura organizacional poderão revelar a necessidade de o chefe do Executivo estadual autorizar a “revisão” sobre o número de servidores. Estão no foco dos técnicos do governo também o mapa de funcionários efetivos que exercem funções “gratificadas” no exercício dos trabalhos. No levantamento a ser apresentado ao governador nesta semana, também entra na lista o quadro de estagiários mantidos pelo Estado. A radiografia da máquina segue os planos do governador de instituir uma gestão pautada na inovação de gestão pública.

Edição EDIÇÃO 16961




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