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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011, 19h:40
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Governo sugere PPP para implantar o VLT em Cuiabá
O governador Silval Barbosa (PDMB) colocou ontem que umas das possibilidades para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande é a Parceria Público-privada (PPP). Com aval do governo federal para implantar esse modal em Mato Grosso, Silval busca alternativas para o pagamento dos cerca de R$ 600 milhões de diferença entre o BRT (Bus Rapid Transit) e o VLT. Até então, o governador falava apenas em o Estado financiar completamente o VLT e para isso conseguiu autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do aumento do limite de endividamento do Estado. A Parceria Público-privada não é avalizada apenas para a construção do VLT, mas o governador quer o modelo em outras áreas, diminuindo o investimento próprio do Estado. Podemos diminuir os investimentos próprios com as Parcerias Público-privadas para melhoria tanto na infraestrutura e transporte como saúde e outros setores, disse Silval, que participou ontem da abertura do Congresso de Direito Constitucional e o Meio Ambiente, da Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino. Depois de longa peregrinação em Brasília, o governador conseguiu na terça-feira autorização do governo federal para encaminhar o projeto da construção VLT à Caixa Econômica Federal (CEF), que vai reavaliar e fazer uma consulta técnica para quantificar os investimentos necessários para que o modal seja construído na Capital. A presidente pediu mais uns dias, mas me autorizaram a fazer a consulta na Caixa Econômica Federal. O aval para construir o VLT nós já temos e isso é que importa agora, disse Silval Barbosa. A autorização para nova análise pela Caixa Econômica foi vista pelo governador como um sinal positivo para o VLT. O problema todo é que Cuiabá já tinha definido o BRT como novo meio de transporte a ser implantado e assinado isso na matriz de responsabilidade das cidades-sedes da Copa do Mundo. Para esse modelo, já estava garantido o financiamento de R$ 451 milhões para se construir três corredores de ônibus. Além da alteração da matriz de responsabilidade nessa altura do campeonato outro problema é o valor, já que o VLT foi estimado em R$ 1,1 bilhão. Com as articulações feitas em Brasília, o governador já tem sinal verde para a mudança, mas depende da avaliação do projeto na Caixa Econômica. Não tem prazo. A escolha do governo de Mato Grosso é o VLT, que é mais rápido e moderno, disse Silval. Defensor inconteste do VLT, o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), que também participou do evento ontem, disse que a expectativa é de que até o dia 2 de setembro todas as pendências para a implantação estejam resolvidas. O governo também argumenta que as desapropriações com o VLT terão um valor menos se comparando com a do BRT. Porém, ainda não existe um estudo específico das desapropriações no caso do VLT. (ARF)