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Terça-feira, 24 de Abril de 2012, 22h:28
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FLORESTAS
Governo criará superintendência
RENATA NEVES
Da Reportagem
O governo do Estado anunciou a criação de uma superintendência vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para atender as demandas ligadas ao setor da base florestal. A medida foi a solução encontrada para dar celeridade às ações e processos que atualmente esbarram na burocracia. Em reunião com o governador Silval Barbosa (PMDB), na manhã de ontem, deputados estaduais e representantes do segmento reivindicaram a criação de uma Secretaria para cuidar do assunto. A expectativa é que o projeto seja colocado em prática em 2013. No entanto, segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Vicente Falcão, o governo pode optar ainda pela criação de uma autarquia. Em princípio, decidimos pela criação de uma superintendência, que será ligada à Sema e ficará responsável por todos os processos referentes a manejo. Posteriormente, equipes do governo realizarão estudos para avaliar se é mais vantajoso criar uma secretaria ou uma autarquia, explicou o secretário. Um grupo de trabalho também foi criado para verificar as barreiras existentes hoje no processo de licenciamento com o objetivo de dar mais agilidade às ações ligadas ao setor da base florestal. Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Riva (PSD) disse que a Sema tem travado alguns setores da economia, entre eles, o da base florestal. Como solução para o problema, o parlamentar defende a criação da nova secretaria dentro do contexto de uma reforma administrativa. Defendo que o governo tenha instrumento próprio para a questão da floresta. Não só da nativa, mas da florestal plantada. O setor tem 15% do PIB e, infelizmente, não tem recebido reconhecimento. Pelo contrário, existe hoje um grande número de desempregados no setor por falta de ações da Sema, que não dá conta de atender as demandas por falta de condições estruturais. O deputado estadual Percival Muniz (PPS), que solicitou a reunião, ficou satisfeito com as alternativas apresentadas pelo governo para solucionar os problemas. Percebemos por parte do governador a mesma aflição que tem o segmento. Mato Grosso tem um potencial extraordinário, que não está sendo bem aproveitado, principalmente por falta de gestão. O importante é que a partir de agora as demandas não irão esbarrar nas burocracias existentes hoje. Ao invés de passar por 15 setores, os processos passarão, agora, por apenas dois, comemorou.