A Apate é a sétima operação este ano realizada para coibir golpes contra a Receita Federal (RF), com um total de R$ 310 milhões fraudados. Nessa última, foram usados 400 policiais federais e 40 servidores da Receita. Com a descoberta dos esquemas, a Receita informou em nota que fará análises detalhadas nas declarações entregues pelos municípios. O sistema de cruzamento, segundo o órgão, impedirá que outras fraudes nesse sentido possam acontecer. Além da Apate, a Receita foi alvo na tentativa de desvio de aproximadamente R$ 100 milhões no Rio de Janeiro. Esse suposto esquema contou com a participação de 6.850 contribuintes. A operação Fontana di Trevi, que aconteceu nos estados do Ceará e Maranhão, envolveram 1,1 mil contribuintes que fraudaram R$ 8 milhões. Além disso, aconteceram as operações Hiena (Piauí), Caupé (Espírito Santo), Tubarão (Paraná) e Risco Calculado (Distrito Federal). No caso da Apate, um dos motivos para o grande rombo é que os servidores públicos eram convencidos por aliciadores para participar do esquema, já que, em compensação, receberiam milhões de reais em restituições indevidas. Em outros casos, pessoas humildes eram enganadas para passar suas contas para os membros das quadrilhas se beneficiarem. A Polícia Federal informou que os envolvidos podem ser acusados pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, corrupção passiva, corrupção ativa, inserção de dados falsos em sistemas de informações, falsificação de documento público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A pena de cada um deles pode chegar a 12 anos de prisão. (FD)