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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010, 20h:37
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REFORÇO PARA CUIABÁ
Galindo quer parceria com Silval
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Na primeira semana de janeiro o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), promete bater à porta do governador Silval Barbosa (PMDB) pedindo apoio para uma lista de projetos para Cuiabá, os principais para o setor de infraestrutura. Galindo, que assumiu a prefeitura há 10 meses, quando o então prefeito Wilson Santos (PSDB) deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado, disse que esse foi um ano muito difícil. Tivemos muitos problemas, como a dificuldade na coleta de lixo, que repercutiu muito. Com orçamento de R$ 1,3 bilhão para 2011, o prefeito espera colocar nos trilhos as finanças e projetos para a cidade. Ele começou por uma reestruturação na própria administração. Há dois meses ele promoveu uma mudança no secretariado, conferindo um perfil mais técnico. Já com vistas à Copa do Mundo, e querendo fazer um serviço visível aos olhos da população, as obras de infraestrutura tendem a ser o carro-chefe da gestão de Galindo. Na lista de projetos que o prefeito vai levar ao governo estão o Poeira Zero, para asfaltar, a longo prazo, todos os bairros de Cuiabá; apoio para operações de tapa-buraco; e projeto de recapeamento de ruas e avenidas. Conforme o prefeito, ele articulou R$ 100 milhões junto ao governo federal. Apesar do relator do projeto, senador Gim Argelo (PTB), do mesmo partido do prefeito, ter deixado a relatoria depois de ser acusado de destinar emendas para institutos-fantasmas, o prefeito conseguiu manter a emenda na Lei Orçamentária do governo Federal. De recursos próprios da prefeitura, Galindo destinou R$ 100 milhões e espera conseguir a mesma quantia junto ao governo estadual. Para otimizar o trabalho e conseguir mais parcerias junto ao governo federal, o prefeito vai instalar um escritório da prefeitura em Brasília. Os deputados federais da bancada de Mato Grosso é que vão indicar o secretário da sucursal da Capital Federal. Não adianta eu colocar alguém técnico, é preciso que a pessoa que atua lá tenha afinidade com os parlamentares, por isso pedi ajuda deles para essa indicação, disse o prefeito. O custo da implantação do escritório na Capital Federal será R$ 500 a R$ 600 mil e funcionará com dois técnicos, uma secretária e um motorista. Na estrutura municipal, o prefeito também criou novas secretarias e desmembrou outras. A nova pasta de Turismo o prefeito vai oferecer a um partido da base aliada. A recém-criada Secretaria de Fazenda, que cuidará especificamente da arrecadação do município, ficará a cargo de Guilherme Müller, hoje no comando da Secretaria de Finanças.