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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

Primeira Página
Quarta-feira, 03 de Junho de 2015, 20h:52

2ª FASE

Gaeco apreende avião de José Riva

Mandado de busca e apreensão da aeronave foi cumprido na tarde desta quarta-feira a fim de garantir ressarcimento aos cofres públicos

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou no fim da tarde desta quarta-feira (03) a 2ª fase da Operação Imperador. O principal alvo continua sendo o ex-deputado estadual José Rova (PSD). Na oportunidade, foi cumprido apenas um mandado de busca e apreensão. Uma Aeronave Piper Aircraft, modelo PA-31T2, de propriedade do ex-deputado estadual José Riva (PSD) e de sua esposa, Janete Riva (PSD), foi confiscada por agentes do Gaeco. O mandado foi expedido pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane de Arruda. A magistrada acatou o pedido do Ministério Público Estadual (MPE). O sequestro de bens do social-democrata tem como objetivo garantir o ressarcimento ao erário do montante supostamente desviado pelo ex-parlamentar dos cofres da Assembleia Legislativa. A aeronave foi levada para o hangar do Ciopaer, no próprio aeroporto Marechal Rondon. Apesar de ser considerada um bem material do ex-deputado, o avião não seria mais de sua propriedade. Informações de bastidores dão conta de que o social-democrata teria vendido a aeronave para o deputado estadual Mauro Savi (PR) e para o empresário Valdir Daroit há cerca de dois anos. O Ministério Público Estadual, por sua vez, não pode confirmar o fato. Riva é acusado de comandar um esquema criminoso que desviou mais de R$ 60 milhões da Casa de Leis por meio de simulação de compra de material de expediente. Por conta disso, ele está preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá desde 21 de fevereiro. O social-democrata foi detido durante a primeira fase da operação. De acordo com o Gaeco, o esquema se dava por meio de falsas aquisições de materiais de expediente junto a cinco empresas do ramo de papelaria, onde todas eram de “fachada”. Para tanto, o grupo fraudou, nos últimos anos, a execução de contratos licitatórios na modalidade carta convite, pregão presencial e concorrência pública. Apesar de as notas apresentarem atestado de recebimento por parte dos servidores, os materiais adquiridos nunca foram entregues à Casa de Leis. Além do social-democrata, sua esposa e mais 14 pessoas também foram denunciadas. Apenas o ex-parlamentar, entretanto, teve a prisão preventiva decretada. Por conta disso, a juíza Selma Rosane optou por desmembrar o processo, colocando Riva como único réu em uma ação penal. Os demais responderão conjuntamente a outro processo com o mesmo objeto. A ação contra o ex-deputado já está em andamento. Ainda resta uma audiência para encerrar a fase de instrução da ação penal oriunda da Operação Imperador, qual o Riva figura como único réu. Ela está marcada para o próximo dia 09. Na oportunidade, a magistrada colherá o depoimento do ex-parlamentar e do deputado estadual Wagner Ramos (PR). Como é o único réu do processo, ele tem a prerrogativa de ser ouvido por último.

Edição EDIÇÃO 16962




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