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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

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Sábado, 09 de Junho de 2007, 13h:45

Financiamento não barra problema

A polêmica causada por doações milionárias feitas por construtoras a políticas não seria resolvida, pura e simples, com a adoção do modelo de financiamento público de campanhas no país na opinião do cientista político Manoel Motta. O mecanismo é uma das temáticas discutidas em meio ao projeto da Reforma Política no Brasil. “Isso só funcionaria num regime parlamentarista, sem candidaturas avulsas, com o dinheiro distribuído aos partidos e pulverizado a todos os candidatos de forma igualitária. Da maneira como está hoje, as lideranças nas chapas abertas têm relações sociais e vínculos de classe diferentes. O financiamento público, neste caso, iria acentuar essas distinções”. O cientista ressalta que estudos norte-americanos nesse sentido já comprovam o que a intuição e previsões apregoam: Aqueles candidatos com maior habilidade em articulações arrebanham mais recursos e na seqüência são mais bem sucedidos no processo eleitoral. Motta lembra que independente do “caixa” ou “fonte” da campanha, “permanecem os mesmos interesses e a vontade de dominar as articulações e os resultados políticos”. Para o analista, a discussão da legislação vigente rumo à flexibilização do lobismo é sinônimo de “consciência republicana”. “Temos que avançar nessa questão, senão a cada dia teremos novos escândalos de corrupção publicados na imprensa”. (JS)

Edição EDIÇÃO 16961




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