NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

Primeira Página
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010, 10h:39

‘ESCÂNDALO NO TJ’

Ferra diz aguardar documentos do CNJ

Procurador-geral de justiça Marcelo Ferra afirmou ontem que o Ministério Público do Estado já havia adotado os procedimentos investigatórios

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Os desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) de Mato Grosso José Ferreira Leite, José Tadeu Cury e o juiz de direito Marcelo Souza de Barros, condenados à aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acusados de desvio de mais de R$ 1 milhão dos cofres do TJ, ainda podem sofrer novas condenações. Ação civil pública interposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra os três acusados requer o ressarcimento integral do dano causado ao patrimônio público, perda da função pública dos acusados, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos e pagamento de multa civil de até três vezes o valor do dano. Um dia após o julgamento no CNJ, o MPE espera o recebimento da cópia dos autos do processo do CNJ para análise e definição das medidas que serão tomadas a partir de agora, já que ação foi proposta em janeiro de 2009. De acordo com o procurador-geral de justiça Marcelo Ferra, o MPE não esperou resultado do Conselho para iniciar a investigação que culminou na ação por improbidade administrativa, e que a análise do processo do CNJ será para avaliar se existem novos fatos, que possibilitarão a abertura de novas frentes de investigação. Anteontem, numa decisão histórica, o Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, condenou, por unanimidade, 10 magistrados de Mato Grosso a aposentadoria compulsória. Como é um órgão de controle do Judiciário, a aposentadoria é a sentença máxima do processo administrativo. Além dos desembargadores Ferreira Leite, Tadeu Cury e do juiz Marcelo de Souza Barros, também foram aposentados o atual presidente do TJ, Mariano Travassos, e os juízes Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, Antônio Horácio da Silva Neto, Irênio Lima Fernandes, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, Graciema Ribeiro de Caravellas e Maria Cristina Oliveira Simões. Todos eles são acusados de participar de um esquema de pagamentos irregulares feitos durante a gestão de Ferreira Leite como presidente ao TJ, com o objetivo de salvar da falência uma cooperativa ligada à Maçonaria. No mesmo período, Leite também exercia a função de grão-mestre do Grande Oriente do Estado. As denúncias foram feitas pelo ex-corregedor-geral de Justiça, Orlando Perri, que também será investigado pelo CNJ, para apurar se as denúncias não tiveram motivações políticas. Atualmente, a ação do MPE está tramitando no Tribunal de Justiça. Ela foi proposta em juízo de 1º grau, mas na ocasião o juiz titular da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular declinou competência, encaminhando-a ao Tribunal de Justiça. O Ministério Público ingressou com agravo de instrumento no próprio TJ para reverter a decisão, mas o entendimento foi mantido. Existe um recurso interposto pelo MPE no Superior Tribunal de Justiça que trata do assunto.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL