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Sábado, 13 de Abril de 2013, 12h:16
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MT SAÚDE
Faiad diz que dívida já foi quitada
Secretário de Administração quer revigorar o plano para que ele volte a atender os servidores de Mato Grosso
PRISCILLA VILELA
Da reportagem
A dívida milionária de R$ 73 milhões do MT Saúde já foi totalmente quitada pelo Governo do Estado. A afirmativa é do secretário de Estado de Administração, Francisco Faiad (PMDB), que argumenta que a meta agora é revigorar o plano para que ele volte a atender os servidores de Mato Grosso e com um novo modelo, de gestão própria. A proposta de restauração do MT Saúde será apresentada à Assembleia Legislativa até o final do mês. Caso haja a aprovação, será mudado o regime de cobrança, com mensalidades atribuídas conforme a faixa etária. Para Faiad, mudanças como essa podem dar um equilíbrio econômico ao modelo. Os fornecedores estão pagos, a dívida quitada. Vamos apresentar proposta de revigoramento e vamos encaminhar até o final do mês. Vai ter mudança na forma de cobrança, os pagamentos serão feitos de acordo com a faixa etária. Esse é um modelo que dará equilíbrio econômico ao plano, defende. O novo modelo será também alterado, com gestão própria, o que segundo Francisco Faiad, dará uma maior economicidade. Essa indicação é a contribuição que o Governo do Estado dará ao plano, porém, não será necessário nenhuma aplicação de verba. Teremos controle direto, porque custa menos se Estado fizer administração direta, afirma. Contudo, se o secretário defende que o MT Saúde ainda pode ser o modelo de atendimento, as redes que eram credenciadas e levaram calote, já afirmaram que o mesmo não possui mais credibilidade. Isso porque as empresas além de não terem recebido os repasses nas datas agendadas, não puderam conferir auditorias das contas do plano. A irregularidade na gestão do MT Saúde ficou comprovada após as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que verificou que houve improbidade administrativa, que causou o rombo milionário. Porém, o responsável pela má administração, ainda não foi apontado. Pelo modelo como era exercido o plano, o presidente da CPI, deputado estadual Walter Rabello (PSD), já afirmou que o MT Saúde não era autossustentável, e que, portanto, o governo precisa subsidiar as despesas. Desvios - Acredita-se que aproximadamente R$ 20 milhões tenham sido desviados do plano. Contudo, ainda não foi identificado quem recebeu os valores que eram descontados das contas dos servidores, mesmo não ocorrendo o atendimento. O prazo final da conclusão dos trabalhos da CPI na Assembleia Legislativa ocorre em 27 de junho deste ano. Assim que houver a conclusão da apuração o relatório dos trabalhos da CPI será encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE) e outros órgãos fiscalizadores.