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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013, 20h:47

COMPRA DE VOTOS

Faiad diz que condenação é absurda

PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
O secretário de Estado de Administração, Francisco Faiad (PMDB), classificou como absurda a condenação pela Justiça Eleitoral dele e do ex-vereador por Cuiabá Lúdio Cabral (PT) ao pagamento de uma multa de mais de R$ 10 mil. Ele afirma que o caso já havia sido julgado improcedente e que, ainda assim, a multa foi aplicada o que, para ele, é algo “incompreensível”. “Vamos recorrer. Foi julgado improcedente o caso, essa decisão é bem absurda”, avalia. Lúdio e Faiad foram condenados por litigância de má-fé diante de uma acusação de compra de votos. Eles disputaram o comando do Palácio Alencastro, concorrendo aos cargos de prefeito e vice, respectivamente, no ano passado. A ação contra ambos foi promovida pela coligação “Um novo caminho para Cuiabá”, encabeçada pelo prefeito Mauro Mendes (PSB). Na denúncia, é apontado que houve “captação ilícita de sufrágio” por meio de abuso econômico, com a suposta contratação de fiscais das seções eleitorais. O caso foi delatado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) durante o segundo turno do pleito do ano passado. Durante a disputa, por diversas vezes houve denúncias de compra de votos. Em uma delas, chegou a ser realizado pedido de cassação dos registros de candidatura tanto de Faiad quanto de Lúdio. A acusação é de que eles teriam contratado eleitores como fiscais e os dispensado no momento da fiscalização. Teriam exigido apenas que eles votassem na chapa PT-PMDB. Os pagamentos teriam sido efetivados em cheques assinados pelo próprio Faiad, em valores de R$ 50. Na época da acusação, a assessoria jurídica de Mendes, então liderada pelo advogado Antônio Rosa, declarou que os casos não foram isolados e que, em diversos pontos da cidade, a mesma prática foi constatada. “Por toda Cuiabá houve pagamentos de supostos ‘fiscais’, sempre no valor de R$ 50, para que eles somente votassem, sendo dispensados de acompanhar a votação durante todo o dia. Inclusive, cópias de alguns cheques foram encaminhadas à representante, que ora são juntados”, pontuaram, na ação, os advogados José Antônio Rosa e Carlos Eduardo Pereira Braga. Mendes, por sua vez, também sofreu acusações de compra de votos. Logo após ter sido anunciada sua vitória, adversários encaminharam ao TRE pedido de análise de ocorrência da prática ilegal. Em um dos casos, um mesário teria atuado como cabo eleitoral ‘pró-Mauro’ durante a votação. Um pedido de impugnação da candidatura chegou a ser estudado, mas não obteve sucesso.

Edição EDIÇÃO 16961




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