O deputado federal Wellington Fagundes vem liderando uma reaproximação do Partido da República (PR) junto com a presidente Dilma Rousseff (PT). Ele não concorda com a decisão da sigla republicana em sair da base aliada da petista e tomar uma postura independente dentro do Congresso Nacional. Ele vem insistindo com a cúpula do partido para que a agremiação adote uma postura definitiva no Senado e na Câmara. Eu não concordo com essa decisão do PR em ficar independente, pois eu acho que um partido tem que se definir se é oposição ou se é da base aliada, e eu estou inclusive discutindo ainda isso internamente, disse o parlamentar. Fagundes vem defendendo junto aos colegas partidários que o PR volte para a base aliada da presidente Dilma. Segundo ele, enquanto os republicanos foram aliados do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), foi o período em que a sigla mais cresceu. Em reunião realizada ontem, a ministra de Relações Institucionais Ideli Salvatti pediu aos líderes republicanos para que voltem à base aliada da presidente Dilma, o que ficou de ser repensado pelo PR. Esta semana, em resposta à saída da cúpula do Ministério dos Transportes, pasta comandada pelo PR e alvo de denúncias de irregularidades, o partido anunciou que deixaria a base aliada da presidente. A respeito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que a oposição do Congresso Nacional vem tentando criar, o deputado adiantou que não vai assinar o pedido de requerimento de abertura. O outro deputado federal mato-grossense pelo PR, Homero Pereira, assinou o pedido. Segundo ele, o senador Blairo Maggi (PR) comunicou à cúpula republicana que também não pretende assinar o pedido de CPMI, apesar de ser um dos defensores de independência política do PR no Congresso Nacional. Além de Homero, os deputados Nilson Leitão (PSDB) e Júlio Campos (DEM) assinaram pela abertura das investigações, além dos senadores Jayme Campos (DEM) e Pedro Taques (PDT), os progressistas Neri Geller e Roberto Dorner esperam uma decisão partidária para tomarem uma decisão. Esta semana, os parlamentares de oposição promoveram um ato público na Câmara dos Deputados com a finalidade de buscar apoio no Congresso para a abertura da CPMI. Até ontem, 115 deputados e 20 senadores já assinaram o requerimento. Para ser instalada, a comissão mista necessita do apoio de 171 deputados e 27 senadores.