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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006, 22h:08

Fabris desconjura aliança entre pefelista e tucanos

MARCOS LEMOS
Da Reportagem
“O PFL pode praticar um suicídio eleitoral se optar pela coligação com o PSDB”, arrematou ontem o suplente de deputado estadual Gilmar Fabris na porta do gabinete do governador Blairo Maggi (PPS), cobrando dos líderes de seu partido uma posição pró-reeleição, independente de regra eleitoral. “O PFL vai fazer uma dobradinha com o governador, indicando o candidato ao Senado Federal, o ex-governador Jaime Campos, além das disputas para deputado federal e estadual”, ponderou o parlamentar que até ontem ocupava a vaga do deputado Campos Neto, que retornou às atividades parlamentares. Fabris disse que muitos partidos torcem pelo desentendimento entre o PFL e o PPS, mas isso não vai acontecer, e foi mais longe em relação ao PSDB: “não é um problema pessoal ou de nomes e sim de ideologia e programa partidário, pois óleo e água não se misturam. Sempre fomos adversários políticos e a população não vai compreender uma coligação entre o PFL e o PSDB”, ressalta. Para ele, não existe dificuldade na equação entre PFL e PPS, tanto que acredita que o governador Blairo Maggi e os pefelistas terão o mesmo candidato à Presidência da República. “Vamos apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assim como o próprio Blairo Maggi deverá apoiá-lo; isso vai facilitar ainda mais a proximidade do PFL e do PPS em Mato Grosso”, acrescenta Gilmar Fabris. O ex-deputado lembrou que as pesquisas de opinião pública desenham para este pleito a chapa Blairo Maggi/Jaime Campos e, mesmo a verticalização sendo uma regra eleitoral errônea, ambos os candidatos e seus partidos devem encontrar um caminho que melhor satisfaça a todos, seja a coligação branca ou não.

Edição EDIÇÃO 16969




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