Um dos acusados do esquema do Dossiê dos Aloprados, o bancário e membro do PT Expedido Veloso já foi ouvido pela Polícia Federal. O caso foi reaberto em junho deste ano pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso depois que a revista Veja revelou novos fatos do caso, como o suposto envolvimento do ministro de Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante e também do senador Blairo Maggi e do ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) em esquema paralelo. O escândalo surgiu no primeiro turno das eleições de 2006, quando petistas teriam encomendado um dossiê com documentos falsos para ligar José Serra (PSDB) a fraudes no Ministério da Saúde. O inquérito tramita na Justiça de Mato Grosso há cinco anos e até hoje não houve denúncia por falta de provas contundentes. Esse inquérito é um desdobramento das investigações do escândalo dos sanguessugas, também apurado pela Justiça Federal no Estado. Em uma gravação obtida pela revista Veja e divulgada em junho, Expedito Veloso coloca o ex-senador e atual ministro Aloizio Mercadante como o principal mentor e beneficiário da farsa para sujar a imagem de Serra. Além disso, o bancário também envolveu o nome do senador Blairo Maggi (PR) e do ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) no escândalo. Conforme a gravação, o esquema nacional foi baseado num esquema parecido que aconteceu em Mato Grosso. Conforme a gravação revelada pela revista Veja em junho, Abicalil articulou para colocar o nome dos ex-senadores Serys Slhessarenko (PT) e Antero Paes de Barros (PSDB) na lista dos envolvidos no escândalo dos sanguessugas. O financiador e principal beneficiário da armação seria o então governador Blairo Maggi. Na época Maggi disputava a reeleição e concorria com Serys e Antero. Com essas novas declarações, o procurador Douglas Araújo pediu novas diligências, como novo depoimento de Expedito Veloso. Ele foi ouvido pela Polícia Federal, mas por meio de procuração em outro Estado. O senador Blairo Maggi não será ouvido ou investigado pelo Ministério Público porque a instituição não tem competência para isso. O procurador esclareceu que em eventual investigação envolvendo pessoas com foro especial as investigações competem ao Procurador-Geral da República. Assim que a reportagem foi divulgada o senador Blairo Maggi foi à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF) pedir que as declarações do petista expedito fossem apuradas. Maggi também anunciou na época que tomaria providências judiciais contra o petista exigindo que ele prove os fatos das declarações que fez.