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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2009, 08h:26

PACENAS

Exército assume 1 lote do PAC em Cuiabá

Comandante oficializou ontem ao prefeito da Capital que o Batalhão de Engenharia de Construção pode executar as obras relacionadas à rede de água

ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
O Exército Brasileiro anunciou que vai assumir parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Cuiabá, que estão paralisadas após a deflagração da operação Pacenas pela Polícia Federal (PF), no dia 10 passado, que apontou irregularidades nos processos de licitações. O anúncio foi feito ontem pelo comandante do 9º Batalhão de Engenharia de Construção (9º BEC) da Capital, coronel Fernando Miranda. Segundo Miranda, o Exército aceitou assumir apenas as obras referentes ao lote um do PAC. Essas obras se referem à implementação de rede de águas e adutoras principalmente em bairros do entorno do CPA, Distrito Industrial e Santa Cruz. A decisão de aceitar o convite de continuar as obras do PAC, feito pelo prefeito Wilson Santos (PSDB) após a operação Pacenas, foi tomada por um colegiado de coronéis e generais do Exército do Ministério da Defesa, em Brasília. “Diante da situação enfrentada pela prefeitura, o Exército não pode dizer não a Cuiabá, uma cidade que sempre nos acolheu e nos tratou bem”, disse o comandante do 9º BEC. Conforme relatou Miranda, o Exército não teve condições de assumir a totalidade das obras. Isso porque atualmente grande parte de seus homens já estão trabalhando em outras obras, inclusive do PAC, na região norte do Estado e até no Pará. “Estamos trabalhando em três grandes obras: duas de pavimentação na região de Guarantã do Norte e outra no Pará, além da construção de cinco pontes de concreto também no Pará. Todas as obras do PAC, em nível federal”, explicou o coronel Miranda. O tucano também afirmou que, desde o início da execução do PAC, queria que as obras fossem tocadas pelo órgão federal em sua totalidade. “Temos a certeza que o Exército tem toda a condição de conduzir essas obras, pela sua competência e pela sua história no Brasil”, disse o prefeito. De acordo com Wilson Santos, como o Exército é um órgão federal, não serão necessários novos processos licitatórios, apenas convênios celebrados entre Prefeitura e Ministério da Defesa. No entanto, segundo Santos, o Exército também poderá contar com o auxílio de empresas privadas para auxiliá-lo nas obras do lote um. Mas, segundo ele, caso isso aconteça, o Exército será responsável de fazer licitações para contratar as empresas. O comandante do 9º BEC também não descartou a possibilidade do Exército disponibilizar reforços de mão-de-obra vindos de outros Estados. Ainda na tarde de ontem, uma equipe do 9º BEC se reuniria com técnicos e procuradores do município para tratar dos encaminhamentos necessários para que as obras sejam reiniciadas. A expectativa do prefeito é que Exército e Prefeitura assinam o convênio em, no máximo, 20 dias. O valor das obras do lote um é de aproximadamente, R$ 20 milhões, em valores de 2007, data início das licitações, mas, esse valor pode ser reajustado.

Edição EDIÇÃO 16967




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