As fraudes na emissão de cartas de crédito investigadas pela operação Cartas Marcadas e o superfaturamento de R$ 44 milhões identificado no que ficou conhecido como o escândalo do maquinário também podem estar interligados ao esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, alvos da operação Ararath. O primeiro esquema causou um prejuízo de quase R$ 500 milhões ao governo do Estado, segundo as investigações da Delegacia Fazendária. A fraude teria ocorrido com o superfaturamento de cartas de crédito emitidas para uma categoria de servidores públicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O inquérito foi concluído em setembro de 2013 e resultou no indiciamento de 20 pessoas, entre elas o ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB). O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), no entanto, é apontado como a peça-chave do esquema. Já o escândalo do maquinário consistiu no superfaturamento da compra de 705 equipamentos, como caminhões e retroescavadeiras, para o programa MT 100% Equipado, lançado pelo governo do Estado em 2010. Eder Moraes também figurou como réu do processo que já foi julgado pela Justiça Federal, no entanto foi absolvido. Apenas os ex-secretários de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, e de Administração, Geraldo de Vitto, foram condenados.