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Primeira Página
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010, 20h:17

FESTIVIDADES E REFLEXÃO

Esperança revigorada com novos mandatos

Políticos renovam promessas e esperam confiança da população, que depositou “votos de mudanças”

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
O ano de 2010 termina com avanços econômicos, sociais e perspectiva de continuidade do “bom momento”. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa pela solução de problemas com a saúde, a má-distribuição de renda e a segurança pública. Neste período de festividades e reflexão, políticos mato-grossenses renovam os votos de confiança com a população que os elegeu. A desigualdade social e a disparidade na distribuição de renda se revelam em inúmeras facetas, entre elas, no salário mínimo que sofreu reajuste de 5,9% (R$ 540) enquanto parlamentares, governadores e secretários de Estado receberam aumento médio de 61%. A partir de 1º de janeiro, o desafio de aumentar o ritmo de desenvolvimento do país, combater as desigualdades e a corrupção, inicia no gabinete da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) e se estande aos governadores, deputados, prefeitos e vereadores de todo o país. Reeleito no primeiro turno da eleição, com 51,2% dos votos válidos, o governador Silval Barbosa (PMDB) promete avanços sociais num governo marcado por obras estruturantes. Silval tem reiterado a missão de promover uma administração mais humana. A experiência política e técnica do governador o habilitam para promover tais mudanças necessárias. Eleito como vice-governador em 2006, Silval assumiu o cargo de governador oficialmente em 31 de março deste ano, na vaga deixada pelo senador eleito Blairo Maggi (PR) que também comandou o Estado por dois mandatos. Prestes a assumir o primeiro mandato eletivo, o ex-procurador da República e hoje senador Pedro Taques (PDT) avalia que a posse da nova legislatura no Congresso Nacional será um marco histórico. Para o pedetista, Dilma Rousseff, com a maioria dos parlamentares em sua base aliada, terá abertura para promover mudanças significativas já no primeiro ano de mandato. O neopolítico julga importante a reforma política e a reforma tributária. Defende ainda um repensar do pacto federativo - medidas que evitem que os municípios sejam abandonados como aconteceu a partir da Constituição de 1988. “Com mais recursos para os municípios, podemos reduzir o número de emendas individuais que é hoje um grande foco de corrupção. Com melhor distribuição dos recursos, o Congresso poderá aprovar um orçamento mais impositivo”, opinou Pedro Taques. Indo para o sexto mandato como deputado federal, Wellington Fagundes (PR) diz que a presidente Dilma Rousseff deverá ter como meta a celeridade na votação das reformas. “Temos um carga tributária elevada e complexa. A reforma política é necessária porque as instituições estão fragilizadas, ela é fundamental para o fortalecimento do próprio setor político bem como das outras instituições. As reformas são importantes para trazer mais estabilidade ao país. Acredito nas pessoas e no poder de transformação. Mas é preciso ter coragem”, frisou o republicano que apontou ainda o clima de instabilidade causado pela atual legislação eleitoral. “Tem candidato diplomado com contas aprovadas, reprovadas, aprovadas com ressalvas. O atual sistema político gera uma incerteza na população. Ainda não sabemos quem são os eleitos.”, disse o deputado federal. Wellington finaliza dizendo que o Congresso deverá discutir melhor a responsabilidade do parlamentar nas questões relativas às obras realizadas com recursos de emendas. “O parlamentar não pode ser responsável por obras inacabadas, desvio de recursos. Essa é outra questão a ser repensada”,

Edição EDIÇÃO 16962




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