Os vereadores reeleitos acreditam que fatores como a concessão da Sanecap influenciaram na decisão do eleitor no pleito deste ano, por isso apenas 50% dos parlamentares conseguiram garantir sua permanência na Casa. O petebista Clovito Hugueney afirma que alertou seus colegas para o fato, contudo não foi ouvido. A metade não conseguiu voltar por causa desses escândalos que aconteceram nesses quatro anos, que foram divulgados pela imprensa. Teve a CPI do Telhado, a cassação do Ralf Leite, que depois voltou e tiveram que engolir, e também o caso da Sanecap. Eu avisei que esse não era o caminho, mas não me ouviram. Os vereadores Domingos Sávio (PMDB) e Chico 2000 (PR) também acreditam que esses acontecimentos influenciaram na decisão do eleitor. Segundo o republicano, ele também enfrentou dificuldades no decorrer de sua campanha, por conta desses enormes desgastes. As turbulências contribuíram, e muito, para o desgaste da Casa e isso respingou nos vereadores. As mensagens do Executivo que tiveram uma divulgação errada por parte da oposição também são um fator. Somado a isso teve o grande número de candidatos que pluralizou os votos. O peemedebista, entretanto, afirma que não encontrou dificuldades, tendo em vista seu posicionamento de oposição. A população reconheceu nosso posicionamento nas principais polêmicas da Câmara. Então, por ande passei, sempre fui muito bem recebido. Para o presidente do Legislativo, vereador Júlio Pinheiro (PTB), este foi um alerta para os que conseguiram se reeleger, e também para os novatos. Eu acho que a população está cada vez mais atenta com o trabalho da Câmara. E é lógico que isso é um recado para os vereadores que estão aí, e também para os novos que virão. Só barulho não ganha eleição. Só tribuna e holofotes não ganham a eleição, tem que ter serviços prestados.