Um documento de repúdio e indignação mostrando a realidade do norte de Mato Grosso em relação às operações ambientais e a situação ambiental da região está em fase de elaboração para ser entregue aos senadores Jayme Campos (DEM), Serys Slhessarenko (PT), Gilberto Goellner (DEM), Flecha Ribeiro (PSDB/PA) e João Ribeiro (PT/AM), que integram a Comissão de Riscos Ambientais do Senado. Os parlamentares estarão em Sinop amanhã para uma audiência pública sobre ações de combate ao desmatamento e a operação Arco de Fogo, desencadeada há mais de um mês pela Polícia Federal. O documento deve ser concluído entre hoje e amanhã e será composto das opiniões e sugestões de representantes dos setores madeireiro, agrícola, pecuário e comercial de Sinop e região sobre de que forma e quais ações devem ser trabalhadas com o setor produtivo do norte do estado quando o assunto é desmatamento. O documento ainda terá um estudo de caso das ações e modelos de trabalho dos setores e a forma como o governo Federal vem atuando no estado. A grande preocupação dos setores é o descumprimento dos acordos firmados entre órgão federal e estadual, as alterações abruptas na legislação do Estado com instauração de portarias sem um estudo prévio e tempo hábil para que o sistema produtivo trabalhe de forma adequada. O objetivo é conseguir apoio dos senadores às classes produtivas para que as mesmas possam trabalhar com tranqüilidade o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sinop, que representará a classe agrícola e pecuária, Antonio Galvan, o que existe é uma conspiração do governo em relação aos trabalhadores da terra no Estado. Isso tudo é uma arbitrariedade e nossos direitos não estão sendo respeitados. Nós produzimos alimentos e quero ver como ficará a sociedade em geral quando pararmos de produzir. O Brasil tem que dar mais subsídios a nossa classe, como outros países fazem, e não travar a produção. O deputado e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa (AL) Dilceu DalBosco afirma que com esta ação a classe política mato-grossense pretende reverter às sanções impostas pelo governo Federal, que vem prejudicando a atividade econômica na região norte. Sabemos que existem derrubadas ilegais no Estado, e defendemos a punição dos infratores. Mas, uma maioria de trabalhadores não pode pagar pelo crime de poucos.