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Sábado, 06 de Março de 2010, 14h:37
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DIRETÓRIO
Encontro reforça disputa entre senadora e Abicalil
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O impasse sobre quem será o candidato petista ao senado na eleição deste ano vai ficando cada vez mais acentuado. Apesar do sorriso no rosto e fala amena, as palavras são como farpas. A senadora Serys Slhessarenko e o deputado Carlos Abicalil participaram ontem da reunião do diretório estadual, no Mato Grosso Palace Hotel. A senadora afirmou que está sendo discriminada por parte dos correligionários, e que de forma muito indelicada estão a mandando ficar em casa. Já o deputado federal Carlos Abicalil afirma que a senadora deve repensar sua posição pessoal, já que ele está pensando politicamente. Serys afirmou que prova dessa discriminação é que Mato Grosso é o único Estado onde uma candidata a reeleição pode ter que enfrentar prévia para ser confirmada. Nos outros lugares, só brigam por candidaturas ao senado pessoas que não ocupam o cargo, porque é natural que qualquer pessoa que já esteja no posto tente a reeleição, ainda mais porque tenho um mandato muito bem avaliado, afirmou a senadora. Um calendário com datas importantes, como a definição de quem será o candidato será elaborado até o final deste domingo pelos membros do diretório. Serys e Abicalil defendem a orientação nacional de não realizar prévia para decidir quem será o candidato. Uma eleição interna pode desviar o foco principal do PT, que é a candidatura da ministra Dilma Rousseff. Para Abicalil, que é presidente estadual do PT, sendo eleito no ano passado com mais de 60% dos votos, uma prévia não significa um racha interno e enfraquecimento nas urnas. O PT é democrático, não tem um manda-chuva aqui dentro que dá um telefonema e decidi tudo. Se ocorrer uma prévia, depois de decidido quem será o candidato, o partido une forças para eleger nosso candidato, independente de quem for, disse o deputado. Outra polêmica estava na pauta de discussão da reunião: suplência do PT na Assembleia. A secretária-adjunta da secretaria de Educação do Estado, Vera Araújo (PT), defende que a bancada petista na Assembleia Legislativa apresente uma proposição de alteração no regimento interno da Casa, impondo que o deputado licenciado não retorne ao posto antes de sua licença terminar. A ideia de Vera não é ocasional. Como segunda suplente de deputada no partido, ela deveria assumir a vaga de Ademir Brunetto que se licenciou, na intenção de abrir espaço para Flávio Gomes, que é o terceiro suplente. Em declarações, Bruneto afirmou que se ela assumisse, voltaria para o cargo. Bruneto, que também participou da reunião, afirmou que Vera tem o direito de assumir, mas o dever de renunciar.