NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

Primeira Página
Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013, 22h:22

Emanuel diz que acusações têm cunho político

Afastado da presidência da Câmara de Cuiabá, o vereador João Emanuel (PSD) nega envolvimento em crimes de grilagem de terras, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos. Para o parlamentar, as acusações são “inverídicas” e de cunho político, por conta da proximidade da eleição do ano que vem. “Isto é uma ilação, uma demonstração de ações políticas. O processo eleitoral já está chegando, já está acontecendo. O próprio nome da operação mostra isso, ‘Aprendiz’. De uma forma toda vexatória, tentando deflagrar um processo eleitoral de 2014”, enfatizou. João Emanuel sustenta ainda desconhecer acusações de posse ilegal de terrenos. Conforme ele, os mandados de busca e apreensão, cumpridos na manhã de ontem (28) em sua residência e na presidência da Casa de Leis, são apenas devido às suspeitas de fraude em licitação. “Não há, em nenhum momento, na acusação do Ministério Público e na justificativa da busca e apreensão, informações sobre este tema [grilagem]. O tema hoje é especificamente para analisar o contrato de publicidade”. O contrato em questão foi firmado com a gráfica Propel ao custo de R$ 1,6 milhão. “Ao invés de gastarmos com publicidade este ano, nós fizemos uma obra, que conta a história da Câmara, e fizemos a constituição da Lei Orgânica com alguns panfletos que vêm sendo distribuídos”, explica o presidente afastado. João Emanuel também diz que, inclusive, já prestou esclarecimento sobre o caso. “A medida judicial buscada pelo Gaeco é desproporcional e ilegal. Nos últimos 30 dias a presidência da Câmara prestou esclarecimentos ao MPE, disponibilizando documentos apontados pelos promotores e mais outros que oferecemos espontaneamente. Na sexta passada (22), prestei depoimento ao Gaeco na intenção de auxiliar nas investigações de eventuais irregularidades”, enfatiza. O vereador, entretanto, teria prestado depoimentos apenas à Promotoria de Patrimônio Público do MP e não ao Gaeco. Acontece que o social-democrata é alvo de duas ações: fraude em licitações, aos cuidados da primeira, e falsificação de documentos, referenta à segunda. O advogado do parlamentar, Eduardo Mahon, garante que vai recorrer das decisões que determinaram o afastamento de João Emanuel da presidência. Para ele, o Gaeco agiu com má-fé ao solicitar o afastamento, bem como a busca e apreensão contra o vereador. “Eu desafio o Gaeco a descobrir, na busca e apreensão, documentos relacionado à Propel que não tenham sido entregues espontaneamente. A Câmara entregou o processo inteiro de licitação, as notas fiscais referentes à entrega da mercadoria, os termos de entrega da mercadoria efetiva e as vias de cada material”. João Emanuel deve ser ouvido novamente nesta sexta-feira (29). (KA)

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL