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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010, 22h:07

Em interceptação, empresário temia grampo em seu telefone

As interceptações da Polícia Federal mostram que o empresário Antônio Cesara, conhecido como César, temia que seu telefone estivesse grampeado. Cesara é proprietário de duas empreiteiras – a Silgran e a Emasa, que estão sendo investigadas pela operação Atlântida, desencadeada na sexta-feira. Na conversa que tem com uma pessoa identificada como Eli, César trata de assuntos relativos a obras e a certa altura afirma que está falando em um “telefone mais seguro”. Em um trecho do relatório, ao qual o Diário teve acesso, a PF cita que “Antônio Cesara, vulgo César, continua com articulações dentro da Sinfra, Sema, Caixa Econômica Federal, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, prefeitura, etc”. A PF também estranha o enriquecimento súbito do empresário. “Apesar de hoje possuir empresas de grande porte financeiro como a Silgran e a Emasa, é de se estranhar sua ascensão tão rápida nos negócios e os meios como os mantém”. Em outro trecho do relatório, a PF avalia que, para possíveis apurações de lavagem de dinheiro “é valido destacar que César tem fazenda no estado de Rondônia”. “César também tem propriedade rural em Paranavaí/PR”. Para provar o poder financeiro de César, os policiais federais citam uma negociação para a compra de uma fazenda na região de Água Boa. Em uma gravação telefônica, o empreiteiro recebe uma oferta para comprar uma fazenda de 5 mil hectares ao preço de R$ 15 milhões.

Edição EDIÇÃO 16967




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