Em interceptação, empresário temia grampo em seu telefone
As interceptações da Polícia Federal mostram que o empresário Antônio Cesara, conhecido como César, temia que seu telefone estivesse grampeado. Cesara é proprietário de duas empreiteiras a Silgran e a Emasa, que estão sendo investigadas pela operação Atlântida, desencadeada na sexta-feira. Na conversa que tem com uma pessoa identificada como Eli, César trata de assuntos relativos a obras e a certa altura afirma que está falando em um telefone mais seguro. Em um trecho do relatório, ao qual o Diário teve acesso, a PF cita que Antônio Cesara, vulgo César, continua com articulações dentro da Sinfra, Sema, Caixa Econômica Federal, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, prefeitura, etc. A PF também estranha o enriquecimento súbito do empresário. Apesar de hoje possuir empresas de grande porte financeiro como a Silgran e a Emasa, é de se estranhar sua ascensão tão rápida nos negócios e os meios como os mantém. Em outro trecho do relatório, a PF avalia que, para possíveis apurações de lavagem de dinheiro é valido destacar que César tem fazenda no estado de Rondônia. César também tem propriedade rural em Paranavaí/PR. Para provar o poder financeiro de César, os policiais federais citam uma negociação para a compra de uma fazenda na região de Água Boa. Em uma gravação telefônica, o empreiteiro recebe uma oferta para comprar uma fazenda de 5 mil hectares ao preço de R$ 15 milhões.