Primeira Página
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008, 21h:44
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DÍVIDAS DE CAMPANHA
Em depoimento, Alexandre nega acusações
Parlamentar aponta que as contas foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
RAFAEL COSTA
Da Reportagem
Em depoimento que durou aproximadamente três horas, o deputado estadual Alexandre Cesar (PT-MT) negou as acusações de ter montado suposto esquema de prestação de contas falsas em 2004, quando disputou a Prefeitura de Cuiabá. O interrogatório foi comandado ontem, na sala de audiência do cartório da 1º Zona Eleitoral de Cuiabá, pela juíza Maria Aparecida Ribeiro, acompanhada da promotora de justiça Lindinalva Rodrigues, representante do Ministério Público Eleitoral (MPE). Questionado a respeito das possíveis práticas fraudulentas, o parlamentar alegou que a prestação de contas referentes a 2004 foram apresentadas ao TRE, sendo analisada e aprovada com ressalvas em relação a formalidades técnicas, e afirmou ainda que as ações judiciais se devem por conta das despesas realizadas na fase anterior e durante a campanha, que envolvem a campanha O PT quer ouvir você, realizada antes do pleito, e despesas ao longo do processo eleitoral no Estado declarada na prestação de contas. Alexandre declarou ainda que, logo após retornar a presidência do diretório estadual do PT, em janeiro de 2005, consolidou as despesas de campanhas institucionais municipais devido à orientação da Executiva Nacional, período em que também foram feitos os contratos de confissão englobando todas as dívidas, e que os débitos remanescentes da campanha eleitoral municipal foram também assumidos pelo diretório municipal do PT de Cuiabá, obedecendo a legislação eleitoral. O parlamentar comentou ainda a respeito da dívida que vem sendo cobrada na Justiça pelo produtor Rodrigo Piovezan. A origem disso foi um contrato mútuo que consta na prestação de contas da campanha encaminhada ao TRE. O motivo da confusão foi a consolidação das dividas da campanha municipal com a institucional, que foi uma orientação do diretório nacional, que se comprometeu financeiramente a pagar as dividas do partido, e não cumpriu com o diretório regional, que pagou uma pequena parcela. Questionado a respeito das cobranças financeiras feitas na Justiça por Walter Doriguelo, Rodrigo Piovezan e Gráfica Print, o parlamentar alegou que os valores são irreais e apontou a quebra de confiança geradora da crise. A emissão do cheque sem fundo foi apenas uma garantia dada à empresa do Rodrigo Piovezan para não interromper os programas da campanha eleitoral. Foi acertado que a quantia não seria descontada sem autorização, o que não foi cumprido. Isto foi declarado na prestação de contas e aprovado pelo TRE, alegou.