Primeira Página
Quarta-feira, 30 de Março de 2011, 21h:07
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ESPÓLIO POLÍTICO 2
Em 1 ano, gestão não tem cara de Silval
A renúncia do governador Blairo Maggi ascendeu ao poder o então vice-governador, Silval Barbosa, ao posto maior do Poder Executivo
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Embora este mandato de Silval Barbosa (PMDB) tenha começado em janeiro deste 2011, ele já está no comando do estado de Mato Grosso há exato um ano. Silval, então vice-governador de Blairo Maggi (PR), ganhou o posto principal no último dia de março do ano passado, já que Maggi renunciou o cargo para ser candidato ao Senado. O hoje senador Blairo Maggi avalia que, por enquanto, Silval tem seguido o programa de governo que já estava em execução quando deixou o Palácio Paiaguás. Ele está imprimindo aos poucos a cara dele ao governo, mas como ainda está no princípio não deu tempo para ter uma marca, avalia o senador. Para ele, a marca de um gestor é construída ao longo do mandato e por enquanto ainda é muito incipiente para arriscar qual seria a de Silval. No entanto, ele lembra que o governador tem buscado seguir as políticas fiscais com rigor e está investindo em infraestrutura e saúde. É muito importante o Estado não atrapalhar a sociedade, colocar entraves para o desenvolvimento. Pelo contrário, é preciso ajudar. Esse processo é importante para culminar com uma boa avaliação do governo lá no final, explicou Maggi, com a experiência de quem ficou sete anos e três meses no comando de Mato Grosso e que deixou com o cargo com altos índices de aprovação. No principal cargo do Executivo estadual, Silval comandou Mato Grosso no ano passado ao mesmo tempo em que era candidato à reeleição. Sua chegada antecipada ao poder foi um tratado político. O fato de Maggi deixar o final do mandato para o vice-governar era estratégico para a campanha do peemedebista. Na primeira fase da gestão de Silval, antes da reeleição, a palavra de ordem era continuidade. Como o antecessor deixou o governo com altos índices de aprovação, a intenção era colar na imagem do grande produtor e, como vice que era, dar continuidade ao trabalho. A estratégia deu certo, já que Silval conseguiu se reeleger no primeiro turno, porém ainda não houve grandes mudanças. O cientista político João Edisom de Souza também avalia que apesar de já estar há um ano à frente do governo, Silval ainda não conseguiu imprimir sua identidade na gestão. No entanto, ele argumenta que ainda restam três anos e oito meses para que a gestão dele seja definida e classificada. Para o professor, a vantagem de Silval é que ele ganhou um fôlego com a eleição. Para o cidadão, a gestão de Silval começou agora, em janeiro. Não consideram que ele está à frente do governo já há um ano, explicou João Edisom de Souza. Outra coisa importante ressaltada por Blairo Maggi para uma boa gestão é a boa relação com os outros poderes, como Legislativo e Judiciário, trabalho que Silval também tem priorizado. A respeito desse começo de ano estremecido com a Assembleia, que aprovou uma CPI e uma auditoria contra secretarias do governo, Maggi afirma que é normal em princípio de governo. Eles têm essa prerrogativa. Mas o importante é a CPI não ter caráter político, mas sim técnico, destacou o senador.