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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

Primeira Página
Sábado, 09 de Abril de 2011, 13h:47

DISPUTA EXTEMPORÂNEA

Eleição indireta já é discutida em VG

Caso prefeito e vice-prefeito afastados do cargo sejam cassados, a Câmara de Vereadores pode indicar um prefeito para o mandato-tampão

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Com a possibilidade de cassação do prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), e do vice, Tião da Zaeli também do PR, a discussão por nomes para a sucessão dos dois mobiliza os partidos e líderes políticos do Estado e da cidade. Caso os dois sejam cassados, haverá uma eleição indireta, onde qualquer pessoa elegível pode se candidatar, porém apenas os 13 vereadores votam. Diversos nomes já surgem como candidatos para um ano e oito meses que, caso haja cassação, restará de mandato. Pelo menos cinco pessoas já estão na lista de possíveis candidatos: o vereador e prefeito interino da cidade João Madureira (PSC); o vereador Charles Caetano (PR); o ex-deputado estadual Maksuês Leite (PP); o empresário Rômulo Botelho; e o presidente do PSDB de Várzea Grandes, Glen Carlos. Como são os próprios vereadores quem elege, os parlamentares devem se articular para uma possível disputa. O prefeito interino é um dos fortes cotados. Presidente da Câmara, Madureira foi alçado à condição de prefeito com o afastamento de Murilo e Tião. No entanto, outros vereadores podem entrar na concorrência. Presidente do diretório estadual do DEM, Oscar Ribeiro afirma que se for aberta essa possibilidade o partido buscará eleger um representante da sigla, no caso o vereador Chico Curvo. “É uma situação diferenciada, vai restar pouco tempo para a administração, porém é valida para o partido. Além disso, Chico Curvo é bem articulado junto aos vereadores e conhece bem Várzea Grande”, disse Oscar Ribeiro. Outro nome que surge forte nos bastidores é de Rômulo Botelho, empresário dono da União Transportes, empresa que opera o transporte coletivo da cidade. Rômulo é irmão do deputado estadual Luiz Marinho (PTB). Como tem dinheiro e apadrinhamento político, pode surgir forte nessa provável disputa. Para Maksuês Leite, essa pode ser a oportunidade de voltar à vida política mais rápido. O progressista não conseguiu se reeleger na eleição de 2010 a deputado estadual. Ele tem reduto eleitoral na cidade e comanda um grupo de comunicação, apresentando um programa policial na TV e também tem um jornal na cidade. Já o PSDB tem pouca força política. O presidente do partido em Várzea Grande, Glen Carlos, afirma que a intenção é começar a estruturar a legenda tucana, que tem grande representatividade na Capital, Cuiabá, mas não tem sequer um vereador na cidade vizinha, Várzea Grande. Por isso ele coloca seu nome como candidato, caso haja mesmo uma eleição indireta este ano. “Não tenho certeza se nomes de fora da Câmara podem se candidatar, mas seria uma oportunidade para o partido começar a ter representatividade junto à sociedade várzea-grandense”, disse o presidente tucano. O advogado especializado em direito eleitoral Lauro da Mata explica que no caso de cassação de prefeito e vice depois do segundo biênio do mandato, ou seja, transcorridos dois anos, a eleição para o novo representante da cidade é indireta, feita pelo parlamento. O jurista afirma que conforme a Constituição Federal, nesses casos qualquer pessoa elegível pode se candidatar. Isso significa que todos os critérios observados pela Justiça Eleitoral numa eleição normal deverão ser obedecidos, como ter filiação partidária há mais de um ano e ter domicílio na cidade em que a eleição será realizada. “Apesar de o processo ser conduzido pela Câmara, a Justiça Eleitoral dá o suporte para a realização da eleição indireta”, explicou o advogado.

Edição EDIÇÃO 16960




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