Duas chapas disputam o comando do Sindicato dos Servidores da ALMT; a principal pauta da categoria é o pagamento dos recursos provenientes da URV
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
Nesta terça-feira (2) os servidores da Assembleia Legislativa participam da eleição que deve escolher o novo presidente do Sindicato dos Servidores da ALMT (Sindal). Duas chapas se enfrentam na "briga" para ser o representante da classe. Encabeçam as chapas os servidores José Antonio Peixoto, o Zezão (Chapa 1), e Jovanildo Antônio da Silva (Chapa 2). O sindicado representa os 2 mil servidores da AL e tem uma previsão orçamentária de R$ 840 mil para o próximo ano. A bolada é advinda das contribuições mensais dos servidores da Casa, que giram em torno de R$ 70 mil ao mês. O clima na Assembleia está quente porque as duas chapas demonstram força entre os servidores. Além isso, o que deixa a disputa ainda mais acirrada é o fato do sindicato estar sob o controle do interventor Ataíde Pereira Almeida. Acontece que na eleição realizada em março deste ano, a chapa encabeçada pelo servidor Leonir Pereira de Freitas não respeitou o estatuto do sindicado que impede que servidores recém-filiados possam participar da escolha da nova diretoria. No pleito anterior, por não respeitar esse requisito, 70 servidores que tinham se filiado há apenas um mês participaram como votantes na eleição que escolheu o próprio Leonir para o comando do sindicato. O servidor foi destituído do cargo e Ataíde está à frente do Sindal deste então. Então, coube a Ataíde a organização da nova eleição, marcada para esta terça-feira. São 980 servidores filiados e destes, 647 estão aptos para participar da escolha. PROPOSTAS - As duas chapas que brigam pelo comando do Sindal apresentaram aos servidores promessas semelhantes. A principal delas é lutar por um acordo junto à mesa diretora pelo pagamento dos recursos provenientes da URV. O assunto da URV é antigo entre os servidores. O Tribunal de Justiça (TJ-MT) já deu decisão favorável aos funcionários da AL-MT por entender que houver perdas salariais com a troca da moeda. No entanto, em 2013 a mesa diretora da Casa só repassou os valores referentes aos anos de 94 a 96. Agora, os servidores querem receber o valor devido pelas perdas entre 97 a 2012. Por isso a bandeira das duas chapas. Outra semelhança é a luta pela construção de casas populares destinadas aos servidores da Casa. Em 2013 o governador Silval Barbosa (PMDB) cedeu um terreno do Estado nas imediações do Complexo Pomeri, na Avenida Dante de Oliveira, para que os servidores pudessem construir unidades habitacionais. Mas, o governo deu prazo de dois anos para iniciar as obras e com isso os servidores têm até o próximo ano para começar o trabalho de construção. Outra questão que as duas chapas também propõem em comum é a construção de uma creche no Centro Político e Administrativo (CPA) para as mães que trabalham no local deixarem seus filhos pequenos. Além disso, buscam a formatação de um novo Plano de Cargos, Carrreira e Salários (PCCS).