O juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federa, recebeu nova denúncia contra o ex-secretário de Estado Eder Moraes e abriu inquérito de 0376/2014, que gerou uma nova ação também relacionada a crimes de lavagem de dinheiro. Além de Eder, também consta como réu o empresário Rodolfo Aurélio Borges de Campos, ex-proprietário da Encomind. O advogado de Eder, Ronan de Oliveira, informou que o cliente ainda não foi citado e, portanto, ainda não tomou conhecimento do que se trata a denúncia. A citação deve ser feita ao próprio Eder para que ele apresente a defesa e isto não ocorreu ainda, informou. A casa de Rodolfo e o escritório da Encomind foram alvos de busca e apreensão pela Polícia Federal na segunda fase da operação Ararath, que ocorreu em novembro do ano passado. Na época, a PF realizou diligências também na residência e no gabinete do juiz federal aposentado Julier Sebastião da Silva (PMDB), assim como de Gian Castrillon, na época presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O empresário do ramo de construção Osvaldo Alves Cabral foi outro alvo da operação nesta etapa. O bacharel em Direito Tiago Vieira de Souza Dorileo também foi apontado pelas investigações como lobista de sentença e também teve a casa e o escritório como alvos de busca e apreensão na terceira fase da Ararath. Isto porque ele teria confirmado numa interceptação telefônica um suposto acordo com o magistrado para beneficiar a Encomind. Tiago já esteve envolvido na operação Asafe, deflagrada em 2010, que investigou um esquema de venda de sentença no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT). Eder Moraes foi alvo de duas etapas da Operação. Na quarta fase da Ararath a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência e o ex-secretário foi prestar esclarecimento na Superintendência da PF. No entanto, acusado de estar atrapalhando as investigações, ele foi preso na quinta etapa da investigação, junto com o deputado estadual José Riva (PSD). Na sexta-feira (26) a PF deflagrou a sexta etapa da Ararath com cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios do suplente de deputado Gilmar Mendes (PSD). Esta nova denúncia não está relacionada com esta fase da operação. No entanto, o social-democrata e Eder respondem a processos relacionados ao esquema de cartas marcadas, investigado pela Delegacia Fazendária.