Embora Mato Grosso não tenha sido o único afetado pela crise econômica mundial, o secretário adjunto de receita pública, Marcel Souza de Cursi, afirma que o Estado foi um dos mais prejudicados e precisa se preparar para adequar as contas públicas à realidade de um ambiente econômico que encolheu em mais de 20%. Segundo de Cursi, Mato Grosso possui maior dependência em relação ao comércio exterior, justamente o ambiente onde a crise econômica mundial repercute. Em 2004, o Estado foi o único que apresentou retração do PIB, demonstrando maior sensibilidade ao ambiente internacional. Da mesma forma que Mato Grosso cresce mais que a média quando o cenário internacional é favorável, decresce mais que a média quando o cenário internacional é desfavorável, explicou. O secretário garante, porém, que a equipe econômica do governo está fazendo de tudo para segurar a despesa e conseguir variações positivas de receita. Segundo ele, o ambiente econômico registrado no segundo semestre de 2011 foi ainda mais complicado que nos seis primeiros meses do ano. Por outro lado, ressalta que a receita do Estado conseguiu reagir neste período, graças às ações realizadas pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), tanto na política de fiscalização quanto na revisão de benefícios fiscais e aumento da repressão a evasão. Programas de saneamento e recuperação de débitos também foram criados e novas frentes de corte de gastos, instituídas. Apesar dos resultados considerados satisfatórios, de Cursi diz que o desafio ainda é grande. Se a crise continuar, o governo estadual terá de rever a sua estrutura e os poderes economizarem mais ainda, porque se estima que esta crise não se resolverá em menos de cinco anos, haja vista as suas proporções e as dificuldades da Europa e Estados Unidos saírem dela. (RN)