A prefeitura de Cáceres teve cortada ontem a energia elétrica de um posto de saúde. A dívida com a Cemat (sem contar parcelamentos antigos) é de R$ 1 milhão, herança da administração anterior. No testamento, a atual administração herdou ainda outros débitos. Entre as dívidas estão: R$ 450 mil com a empresa de limpeza de ruas; R$ 650 mil com a empresa de caminhões coletores de lixo doméstico e hospitalar; e R$ 1 milhão com o Consórcio Municipal de Saúde. As cifras já ultrapassam R$ 20 milhões em restos a pagar. Além disso, uma cidade suja, com ruas esburacadas, canais de escoamento sem a limpeza necessária, semáforos quebrados e postos de saúde e pronto-socorro sem medicamentos. A receita mensal do município é de pouco mais de R$ 6 milhões e a folha de dezembro é de R$ 5 milhões. Somam-se a isso os R$ 320 mil de duodécimo da Câmara de Vereadores. Foi esta a realidade exposta claramente ao governador Silval Barbosa, na segunda-feira, 21, pelo prefeito Francis Maris Cruz, ambos do PMDB, durante a primeira audiência que o prefeito de Cáceres teve com o governador. Além de informar ao governador a situação do município, Francis levou uma lista de reivindicações, onde constam pedidos como: ônibus escolares, emulsão asfáltica e medicamentos. Na audiência, o prefeito e o governador falaram também sobre a implantação da Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso em Cáceres. Segundo Francis, o governador se mostrou sensível diante da situação caótica na qual se encontra o município. Sobre a ZPE, Silval Barbosa garantiu investimentos. O próximo passo são obras estruturais, como o prédio da alfândega, instalação de rede de água e energia elétrica, abertura e asfaltamento de ruas - obras iniciais necessárias que possibilitam a instalação de empresas e início de funcionamento da ZPE.