Primeira Página
Sexta-feira, 13 de Junho de 2008, 00h:04
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ALIANÇA EM CUIABÁ
Divergências internas do PT pautam discussões na AL
JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
A celeuma travada entre alas do PT quanto ao destino da sigla nas eleições municipais invadiu mais uma vez a tribuna da Assembléia Legislativa, em sessão na manhã de ontem. Os dois deputados da sigla na Casa, Alexandre Cesar e Ademir Brunetto, trocaram farpas num duelo de defesas pela candidatura própria a prefeito ou a composição já decretada com o PR. Um dos líderes da corrente Unidade na Luta no Estado, Alexandre Cesar, rechaçou a tese de que o apoio à candidatura do empresário Mauro Mendes (PR) tenha sido, na prática, um golpe a José Afonso Portocarrero, o nome escolhido como pré-candidato a prefeito pelo PT nas prévias realizadas pela legenda em 18 de maio. O parlamentar atestou que documento assinado por dirigentes do partido no dia 30 de maio, incluindo Portocarrero, chancelou as conversações com outras agremiações e ainda a predisposição numa eventual indicação à vice em chapa encabeçada por outra sigla. Em coletiva concedida à imprensa anteontem, Portocarrero negou qualquer manifestação nesse sentido. Ele ingressou com recurso junto à Executiva nacional do PT pedindo a convalidação de sua candidatura. Na tribuna, Alexandre insinuou que o requerimento de Portocarrero não passaria de um simples revés à decisão da Executiva estadual e municipal do partido pela indicação do nome da ex-deputada Vera Araújo ao posto de vice na chapa republicana. O posicionamento agora sustentado pelo Portocarrero nos surpreendeu. Nesse processo de discussão, todas as alternativas foram dadas. De fato, ele tinha o interesse de ser vice, atestou Alexandre. A quem de fato interessa ter uma candidatura que não vai chegar a lugar nenhum? Não sou eu o mentiroso. Não sou eu quem está pregando inverdades, disparou o parlamentar, que se denominou na tribuna como um Forrest Gump´, lendário personagem do cinema, ao se dispor a relatar, segundo Alexandre, os meandros do que aconteceu realmente no processo interno do PT. As declarações foram combatidas pelo deputado Ademir Brunetto. Segundo o petista, Portocarrero nunca se apresentou como vice em qualquer outra chapa. Ele afirma que correntes ligadas ao arquiteto acreditaram na viabilidade da candidatura própria. Segundo Brunetto, a real história, diferente do relato de Alexandre, foi a de um processo de fritura e atropelo interno. O parlamentar lembrou o cancelamento do encontro municipal de delegados do PT que, em tese, convalidaria o resultado das prévias.