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Sábado, 22 de Novembro de 2008, 11h:04

Discurso uníssono é manter MPE integrado com população

Caso ocorresse um empate persistente no afunilamento da disputa pela cadeira de procurador-geral de Justiça, ampla vantagem seria garantida ao procurador João Batista de Almeida. Aos 60 anos, ele é o mais velho entre os concorrentes e acumula o maior tempo de MP. O procurado ingressou na instituição em 1987. Além de bacharel em Direito, ele também é formado em Pedagogia pela UFMT. Naume Denise, a segunda colocada no quesito “carreira no MP”, entrou na Casa em julho 1989. Embora tenha passado no concurso de 1986, aos 21 anos, ela teve de aguardar completar 25 anos para assumir a função, conforme a idade mínima determinada na legislação. Em caso de empate no número de votos na última vaga para a composição da lista tríplice, passa a ser integrante o membro mais antigo na carreira. Se nesta situação houver novo empate, será escolhido o mais idoso. No perfil dos postulantes, fica nítida a concorrência em outro aspecto: a naturalidade. João Batista e Naume Denise são cuiabanos, ao passo que Marcelo Ferra e Alexandre Guedes são nascidos em São Paulo. Os dois paulistas são também mais jovens, com 36 e 39 anos, respectivamente. Quando o assunto é a relação entre o MP e a sociedade mato-grossense, o discurso é semelhante entre os postulantes. Para eles, apesar da credibilidade da instituição, é preciso estreitar mais os laços com um serviço público mais ágil à sociedade local. “O Ministério Público aproximou-se bastante da sociedade, há um entrosamento maior. Mas resta muita coisa a fazer, pautando pela justiça social e cidadania e tendo um intercâmbio maior com a sociedade, inclusive com a intensificação da divulgação dos trabalhos da Casa”, posiciona João Batista. Para Marcelo Ferra, que por duas vezes presidiu a Associação do Ministério Público, como todo ente público, o MP está sujeito a críticas por parte da sociedade civil. “O MP é uma instituição que goza de credibilidade, mas obviamente, numa função de fiscalização que pode incomodar muita gente, como pessoas influentes, é natural que ocorram críticas e também elogios. É nosso papel manter essa credibilidade”, declara. Por ter sido dirigido a Associação por duas vezes, as conjecturas apontam que Ferra tem o apoio do atual dirigente da entidade, promotor de Justiça, José Antonio Borges. (JS)

Edição EDIÇÃO 16961




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