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Segunda-feira, 04 de Fevereiro de 2013, 20h:45

SEM EXPULSÃO

Diretório do PSB resolve crise dentro do Partido

Membros do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que votaram contra a determinação da agremiação na eleição para a mesa diretora da Câmara de Cuiabá, já estão fora de risco de expulsão partidária. Ao menos é o que confirma o vereador Faissal Calil, que declara que o assunto já foi resolvido com o diretório municipal e até mesmo com o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). Além de Faissal, o vereador Onofre Júnior também foi citado como ‘traidor’ e apontado em uma comissão de ética da legenda para averiguação de quais medidas poderiam ser adotadas diante da desobediência à orientação partidária. Ambos deveriam ter seguido a recomendação de votar em um candidato do PSB ou em nomes da base do prefeito, porém optaram por declarar apoio a João Emanuel (PSD). “Não tem processo de expulsão, eu não fui nem intimado. Antes da eleição já havíamos conversado das possibilidades na votação e tudo foi entendido por Mendes”, declarou ao Diário de Cuiabá. Já Onofre Júnior disse apenas que tem conhecimento de processo e que foi instaurada uma comissão de ética. A suposta desobediência resultou na agregação de votos favoráveis à oposição ao prefeito. O fato desencadeou uma pequena crise dentro da agremiação, que através da Executiva municipal chegou a estudar punições para os partidários e levantou rumores de discordância interna. Contudo, para rebater qualquer hipótese de laços estremecidos no PSB, Onofre Júnior declarou oficialmente na Câmara que, apesar das divergências que possam existir, a sigla continua unida. “O PSB vai caminhar unido e deixando claro que não há espaço para subserviência. Apesar de todas as controvérsias, o PSB está unido”, reiterou. O presidente do diretório municipal, Robério Garcia, chegou a declarar que considerou, sim, o ato dos companheiros uma traição e indisciplina, uma vez que os parlamentares precisavam votar juntos para garantir vaga na disputa. “Não vamos admitir que eles tratem essas questões de forma a fomentar traição”, considerou. Polêmica – A polêmica durante a eleição da mesa diretora ainda deixa resquícios no recém-eleito parlamento municipal. No dia do pleito, em 1º de janeiro, o vereador Júlio Pinheiro, até então presidente da Casa, abriu mão da disputa de última hora e cedeu espaço a Adilson Levante. A estratégia visava, justamente, manter os votos de Faissal e Onofre, que já haviam afirmado a possibilidade de não votar no petebista por apoiar ‘renovação do parlamento’. Entretanto, a manobra falhou e o PSD venceu com 14 votos contra 11. (PV)

Edição EDIÇÃO 16962




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