Dois prefeitos foram assassinados em duas semanas. Processo de investigação é considerado avançado
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
O diretor-geral da Polícia Civil (PC) de Mato Grosso, Paulo Rubens Vilela, afirmou ontem que a greve não está fazendo diferença nas investigações dos assassinatos de prefeitos no interior do Estado. Os agentes estão em greve por reajuste salarial e cruzaram os braços desde início de julho. Segundo Vilela, não há diferença porque o mínimo determinado pela lei [30%] está sendo respeitado. Para o trabalho estão sendo feitos remanejamentos de agentes e delegados de outros municípios para dar apoio. Como no caso em Novo Santo Antônio, foram enviados agentes da Polícia Técnica e Científica (Politec) em Barra do Garças. Em relação ao assassinado do prefeito de Nova Canaã do Norte, Antônio Luiz César de Castro (DEM), foram remanejados dois delegados de Guarantã do Norte para participar do trabalho. O delegado Ronan Villar disse que os agentes no caso do assassinato do prefeito de Novo Santo Antônio, Valdemir da Silva (PMDB), investigam por amizade e lealdade a ele e ao trabalho. Os policiais civis estão recebendo críticas dos colegas por não respeitar o período de greve. Villar, na coletiva de imprensa desta semana, fez questão de divulgar o nome de cada agente e delegado que participou da investigação e foi responsável por prender os principais suspeitos do assassinato, Luciano Cavalcante Nascimento Vieira e Alexandre Silveira Barbosa, atualmente presos em São Félix do Araguaia. Por amizade, lealdade e por pedido meu, eles continuaram no caso. Um estava de férias e retornou ao trabalho para participar da investigação, disse Ronan, que também fez questão de destacar a contribuição dos agentes de Barra do Garças na confecção do retrato falado.