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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008, 21h:58

DECISÃO ESTADUAL

Direção do PDT de Cuiabá está sob intervenção

SONIA FIORI
Da Reportagem
O diretório regional do PDT nomeou ontem a nova comissão provisória do partido na Capital, que passa a ser comandada pelo ex-secretário de Cultura do Estado, Jurandir Antônio Francisco, que também ocupa o cargo de secretário-geral do partido em Mato Grosso. O diretório municipal estava sob intervenção da coordenação estadual desde o dia nove de maio. Apesar do racha visualizado na sigla entre as direções regional e municipal, o tesoureiro do partido, Rodrigo Rodrigues, assegurou ontem que o PDT continua integrando o leque de aliados do prefeito Wilson Santos (PSDB). Curiosamente, o novo quadro do PDT em Cuiabá conta com a inclusão do até então secretário-geral da sigla municipal, Benedito Santana de Arruda, conhecido como Dito Labamba, ‘listado’ na tarde de ontem como membro da nova comissão provisória do partido. Na nova roupagem da legenda, o advogado Diogo Egídio assumiu o posto de vice-presidente. A secretaria-geral ficou a cargo do também advogado Ricardo Siqueira e a função de tesoureiro foi atribuída a Eduardo Cuiabano. Segundo Jurandir, também fazem parte da nova composição do PDT, como membros, Antônio de Souza, Alonso Alcântara Moura, Sérgio Cintra, Elmo Reis, Paulo Sérgio Serafim de Oliveira e Paola Reis, além de Labamba. A maioria dos integrantes da comissão provisória da sigla integra a lista de pré-candidatos da sigla à Câmara de Vereadores. Fazem parte também do grupo denominado de colegiado de pré-candidatos insatisfeitos com a direção municipal por conta da condução que foi dada ao processo que levou a legenda a apoiar o tucano. O vice-presidente do diretório destituído, Samir Ribeiro, garantiu que a direção municipal da legenda buscará na Justiça o direito de manter quadro do partido sob a liderança de Mário Márcio Torres, membro histórico do partido. Reiterou ainda que a direção municipal já teria impetrado ação junto ao conselho de ética do PDT nacional solicitando providências em relação à direção estadual. Na queda-de-braço, imperam ataques entre membros dos diretórios regional e o municipal, então sob o comando de Torres. Rodrigo assegura que a decisão de intervir no diretório municipal foi resultado de imbróglio gerado entre a Executiva municipal e um grupo de pré-candidatos a Câmara Municipal. “Havia dois grupos no PDT. Um defendia o apoio ao deputado Valtenir e outro preferia o projeto do prefeito. Com participação de pré-candidatos, venceu o grupo que optou pelo apoio ao prefeito e não estamos discutindo isso porque é uma questão partidária”, ponderou.

Edição EDIÇÃO 16962




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