Primeira Página
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011, 20h:38
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Direção da Sanecap dará explicações na Câmara
HUMBERTO FREDERICO
Especial para o Diário
O presidente da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), Antonio Carlos Ventura, foi convocado pela Câmara Municipal de Cuiabá para comparecer à sessão da próxima terça-feira para explicar os motivos da falta de água em milhares de casas da Capital. Por conta da problemática, a privatização ou concessão dos serviços volta a ser discutida pela sociedade. Na Câmara de Vereadores, Ventura e o prefeito Chico Galindo (PTB) foram criticados pelos parlamentares por conta da situação caótica no fornecimento da água. O vereador Lúdio Cabral (PT), por exemplo, chegou a sugerir a prisão deles para que este problema fosse solucionado. "Esta questão da água em Cuiabá é caso grave, de polícia. Eu sugiro uma medida mais drástica, que é a entrada de uma queixa-crime e a prisão do prefeito e do presidente da Sanecap. Às vezes, com uma medida extrema como essa, acham algum tipo de solução", disse o vereador. Mas o petista afastou a hipótese de ele mesmo entrar com a queixa. "O ideal era que essa queixa não partisse de mim, porque sou da oposição, e falariam que isso motivaria proveito político. Essa decisão tinha que ser do parlamento, representando a instituição Câmara Municipal de Cuiabá". O líder do prefeito na Casa, Everton Pop (PP), concordou com as críticas de Lúdio, mas afasta a hipótese de queixa-crime. "Eu concordo com a vinda do Ventura aqui à Câmara, ele tem que nos dar uma explicação", disse o progressista. Pop disse temer que seja articulado um plano para a privatização da Sanecap. "Como que lançam a ETA Tijucal e continua tendo problema com água? Meu medo é de que isso seja de propósito para que convençam a população a aceitar a privatização da Companhia", frisou. O progressista se diz contra a privatização, mas admite a possibilidade de aceitar a concessão. "Sou contra a privatização. Mas pode ser, sim, discutida a concessão da Companhia para alguma empresa privada por um determinado período, desde que a população seja consultada antes", finalizou.