Após 60 dias de funcionamento, o relógio de quatro metros de extensão instalado em frente à sede da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) para fazer a contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2014 foi desativado. Segundo o secretário extraordinário da Copa, Eder Moraes, o relógio foi retirado porque venceu o contrato com a Espaço Editora Gráfica e Publicidade, empresa que forneceu o Telão de LED. O contrato foi firmado por apenas 60 dias. Como venceu o prazo, o aparelho foi desativado. Isso já estava previsto no edital de licitação, informou. O aparelho foi inaugurado quando faltavam mil dias para o Mundial. Agora, a Secopa prepara novo edital de licitação para alugar um aparelho mais simples para dar continuidade à contagem. Todos criticaram o pagamento do aluguel do relógio, por considerarem caro. No entanto, o equipamento foi locado através de licitação pública e não havia opção mais barata. Por isso, decidimos firmar contrato por apenas 60 dias, ressaltou. Segundo Eder, a intenção é pagar no máximo R$ 10 mil mensais com o aluguel do novo relógio. Durante os dois meses em que esteve em funcionamento, a Secopa desembolsou R$ 74 mil para arcar com o aluguel do equipamento, mais de R$ 1.200 por dia. O alto valor pago para a manutenção do relógio também foi questionado pelo Ministério Público do Estado. Na época, o promotor Clóvis de Almeida Júnior pediu esclarecimentos oficiais à Secopa sobre o pagamento, mas até o momento não obteve qualquer informação. Apesar da polêmica, Eder Moraes alega ser necessário a manutenção de um dispositivo para informar a população sobre a proximidade do evento. O relógio é necessário porque é informativo. Com ele, a sociedade pode acompanhar quantos dias faltam para os jogos do Mundial. Temos que parar de ficar nos apegando a coisas pequenas e dar atenção ao evento, que é muito maior, disse.