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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007, 20h:40

Deputados aproveitam sessão para criticar governador

THAÍS RAELI
Da Reportagem
O relacionamento entre PMDB e o governador Blairo Maggi foi amplamente discutido ontem entre os deputados estaduais que aproveitaram o espaço da tribuna da Assembléia Legislativa (AL) para rechaçar o cargo de “supervice” dado ao vice-governador Silval Barbosa, também do PMDB, pelo chefe do Executivo. O cargo, em tese, funciona como uma espécie de articulador do governo. O deputado Walter Rabello (PMDB) sugeriu – ironicamente - que Silval use uma capa, semelhante à do personagem Super-Homem. Rabello, que inaugurou a discussão, voltou a falar da “amnésia” de Blairo. “O PMDB, em momento algum, pediu cargos. A promessa partiu do governador e depois de indicar para várias pastas ele resolveu que Silval deva ser um supervice. O DEM ocupa um espaço dentro do governo de forma merecida, mas e o PMDB?”, questionou. Para o parlamentar, Maggi deixou bem claro que o governador não confia em ninguém do PMDB. “É um discurso absurdo. Silval vai ganhar a capa de Super-Homem. Esse cargo criado chega a ser inconstitucional. Ficou feio para o governador, ou ele acha que ninguém do PMDB tem capacidade para assumir uma secretaria. Eu, como peemedebista, não me calei”, reclamou Rabello. No discurso, ele questionou as justificativas do governador para não ter nomeado Silval para alguma das três pastas a que foi indicado (Casa Civil, Educação e Infra-estrutura). Para Walter, se o vice não tem perfil para assumir um cargo no staff estadual, que indicasse outro nome, pois ele não é o único membro da sigla. Num tom mais ameno, o deputado José Carlos do Pátio (PMDB) se mostrou satisfeito com a independência proclamada pelo partido. Pátio não compareceu à reunião entre PMDB e Maggi na última segunda-feira (21) e justificou: “preferi não ir à reunião para que o próprio governador falasse ao partido o que ele pensa do PMDB. O partido tem que ter consciência de que tem que construir um projeto dele, ninguém constrói nada para ninguém. Fiquei muito satisfeito com a posição que foi tomada. Temos várias lideranças no PMDB e é natural que haja visões diferenciadas”.

Edição EDIÇÃO 16967




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