A cúpula tucana em Mato Grosso evitou falar da ida do ex-secretário de Estado Luiz Antonio Pagot para a direção do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). O único que se pronunciou a respeito foi o deputado federal Neri Geller que não acha justo que o PSDB seja acusado de manobra política. Ele disse que nos bastidores do Congresso Federal há muita gente interessada no cargo, principalmente o grupo de Minas Gerais, estado que é responsável pela maior parte das rodovias do Brasil. O prefeito Wilson Santos e o presidente do Diretório Regional, o ex-senador Antero Paes de Barros, não quiseram falar do assunto. Antero foi sucinto em dizer que a culpa não é dele. A discussão teve origem no adiamento da sabatina do ex-secretário, que estava prevista para quarta-feira (4) na Comissão de Infra-estrutura do Senado. Os argumentos de Paes de Barros entoam sobre Pagot nas acusações de duplicidade de cargo, quando, no período de 1995 a 2002, ele era assessor do senador Jonas Pinheiro (DEM) e ao mesmo tempo era diretor-superintendente da Hermasa Navegação da Amazônia, empresa do grupo de Maggi. No entanto, Pagot já havia lembrado que a legislação estabelece a proibição de ocupação de duas funções em órgãos públicos, o que não era o caso. A mais recente celeuma foi o pedido de vistas do senador Mário Couto (PSDB-PA) que protelou o processo. No entanto, Neri justificou: Sou tucano desde 1994, tive divergências políticas com o governador Blairo Maggi e com Luiz Antônio Pagot, mas isso não interfere. Sou favorável à nomeação dele como diretor do Dnit. Existem diversas correntes que não o querem lá e há uma disputa pelo cargo de próprias lideranças do governo.