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Sexta-feira, 02 de Setembro de 2011, 21h:23

BARREIRAS ARQUITETÔNICAS

Deputado-cadeirante pede acessibilidade

O Palácio Paiaguás não atende aos requisitos para receber portadores de deficiências

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Inaugurado há 36 anos, o Palácio Paiaguás, que abriga a sede do governo Estado, passará por reformas para atender requisitos de acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência física. Hoje, visitantes cadeirantes, por exemplo, não conseguem ter acesso a recepção do gabinete do governador. Todos os acessos são por meio de escadas. Outras reformas estão sendo executadas no Palácio. O valor da obra não foi revelado. Será instalado um elevador para o primeiro andar do Palácio e também rampas de acesso nas entradas. A notícia de adequações foi dada pelo deputado estadual Luiz Marinho (PTB). Paraplégico, ele só consegue participar das reuniões no gabinete do governador Silval Barbosa ou ir à Casa Civil, Casa Militar e Vice-governadoria usando o elevador privativo do governador, o que para o deputado, é um constrangimento. Marinho contou que fez um pedido pessoal ao governador para que fosse instalado um elevador de acesso ao público em geral. Desse modo, ele não precisará entrar mais pela porta de trás. “Eu fico constrangido de usar o elevador reservado ao governador, pois é a entrada privativa dele. Falta um elevador para o público em geral. Eu consigo subir sem dificuldades porque tenho acesso a esse elevador por ser deputado, mas as outras pessoas não”, disse o Marinho. O secretário-chefe da Casa Civil, José Lacerda, informou que foi feito um pedido de projeto para essas adequações. Ele lembra que quando o Palácio foi construído não se tinha essa consciência na formulação de projetos na questão da acessibilidade. Desde que foi inaugurado, Silval Barbosa (PMDB) é o décimo terceiro governador a passar pelo Palácio Paiaguás. José Lacerda nega que o projeto de acessibilidade seja apenas em função da Assembleia ter um deputado cadeirante, mas sim para beneficiar a todos que precisem desse acesso. O Palácio já passa por reformas, com ampliação de salas e outras reformulações. Mesmo prédios mais novos não atendem aos requisitos de acessibilidade com rampas e elevadores. O próprio prédio Assembleia Legislativa, inaugurado há seis anos, teve que passar por reformas para atender Marinho. No plenário foi construído um pequeno elevador para que ele possa subir à mesa diretora. Marinho reclama da falta de responsabilidade do Poder Público, que cobra, mas não faz o dever de casa. Ele contou que na semana passada passou por outro constrangimento. Representando a Assembleia num evento do Fórum de Cuiabá, ele não pode subir à mesa de honra do auditório, pois não havia rampa de acesso. “Ficou uma situação muito chata, mas o presidente do Fórum ficou mais constrangido que eu”, contou o deputado, que afirmou já estar acostumado com esse tipo de situação. O Palácio Paiaguás foi inaugurado em março de 1975, sendo Garcia Neto o primeiro governador a ocupá-lo. Antes a sede do governo ficava onde hoje funciona a prefeitura de Cuiabá, no Palácio Alencastro, no centro da cidade. Quando foi construído, o Palácio ficava isolado e longe de tudo. Com o passar dos anos, foram sendo construídas secretarias e outras sedes de poderes, formando o Centro Político Administrativo.

Edição EDIÇÃO 16962




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