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Primeira Página
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010, 21h:48

IRREGULARIDADES

Denúncia será enviada à PF, TRE e MPF

Uma mulher foi presa no município de Peixoto de Azevedo com um cadastro de pessoas que iriam trabalhar em campanhas majoritárias

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
A coligação “Mato Grosso em Primeiro Lugar” irá encaminhar à Polícia Federal, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e ao Ministério Público Federal (MPF) denúncia contra Adriana Carla Honorato, 33 anos. Ela foi detida na última quarta-feira pela Polícia Civil realizando cadastro de pessoas em Peixoto de Azevedo (distante 691 quilômetros) para trabalharem na campanha eleitoral do candidato à reeleição, governador Silval Barbosa (PMDB), e o candidato a Senado, Blairo Maggi (PR). A atividade, segundo a coligação, foi desempenhada sem o conhecimento e aval de qualquer coordenação. Segundo o delegado de Peixoto de Azevedo, Geraldo Gezoni Filho, a mulher tinha uma lista de 321 pessoas cadastradas para o trabalho. Ela foi encontrada em um veículo com placa de Rondonópolis que também continha dados pessoais como RG e CPF. Adriana foi ouvida e liberada no mesmo dia. “Será instaurado Inquérito Policial Civil para apurar os fatos, uma vez que pode se tratar de estelionato”, disse o delegado. O coordenador-jurídico da coligação, advogado Francisco Faiad, explica que a polícia chegou à acusada após denúncia da própria chapa. Vereadores aliados do governador peemedebista souberam do cadastramento de eleitores na região e comunicaram o fato ao jurídico que, em seguida, formalizou a denúncia na polícia. “Não posso falar em armação. Mas posso falar que tal cadastramento não partiu do nosso comitê. Ainda não sabemos qual a finalidade disso e queremos apuração dos fatos”, afirmou Faiad. O advogado disse ainda que todas as contratações feitas pela coligação vão cumprir as determinações da legislação eleitoral. Esse não é o primeiro embate jurídico envolvendo a coligação do governador Silval Barbosa. Na semana passada, o bloco protocolou no Ministério Público Eleitoral um pedido de investigação contra a coligação "Senador Jonas Pinheiro", do candidato da oposição, o ex-prefeito da capital Wilson Santos (PSDB). De acordo com Francisco Faiad, o documento pede apuração sobre a "agilidade" na confecção de material do candidato. O advogado narrou que, um dia após o recebimento do recibo eleitoral expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Wilson Santos já estaria distribuindo material de campanha, o que seria "praticamente impossível". "É no mínimo estranho. Um dia depois de receber o documento, o candidato já estava com material na rua", questionou Faiad. Conforme alega a chapa governista, se comprovadas as irregularidades na confecção do material da campanha tucana, a candidatura de Wilson pode sofrer uma ação de impugnação.

Edição EDIÇÃO 16967




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