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Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010, 11h:25

Denúncia foi desencadeada após auditoria no TJ

A denúncia contra o grupo de magistrados, feita em 2008 pela Corregedoria Geral do TJ, apontou o suposto desvio de R$ 1,5 milhão de 2004 a 2005 do Poder Judiciário feito em contas dos juízes para socorrer a Cooperativa de Crédito Rural do Pantanal, a Sicoob Pantanal, cujas operações foram suspensas pelo Banco Central na mesma época. Neste período, o TJ estava sob a presidência do desembargador José Ferreira Leite. A varredura da Corregedoria iniciou ainda em 2007. A auditoria apontou que os depósitos entraram nas contas dos magistrados como pagamentos a mais de salários. As denúncias envolvendo supostos pagamentos ilegais a desembargadores e magistrados, protocoladas em 2008, expuseram um racha sem precedentes na cúpula do Judiciário de Mato Grosso e ganharam destaque no noticiário de veículos de comunicação nacionais. A auditoria que constatou supostas irregularidades foi feita pela empresa Velloso & Bertolini Auditores e Consultoria Ltda. A contratação também foi motivo de denúncias dos magistrados denunciados contra o grupo do ex-desembargador Paulo Lessa e Orlando Perri por falta de licitação para o serviço. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arnaldo Esteves Lima, determinou à Polícia Federal que abrisse inquérito para apurar a contratação da auditoria que serviu de base às denúncias de desvio de recursos dos cofres do Poder Judiciário, feitas pelo então corregedor, conforme matéria publicada pelo Diário em novembro de 2009. O processo corre em segredo de Justiça. Parecer do Ministério Público Federal (MPF) afirma que o caso merece investigação. A decisão do ministro requer que a sindicância instalada no STJ seja convertida em inquérito pela Superintendência da Polícia Federal, no documento datado do dia 20 de novembro passado.

Edição EDIÇÃO 16962




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