O governador Blairo Maggi (PR) argumenta que a exoneração de líderes do Partido Verde (PV) dos quadros do Executivo estadual foi a reação a um suposto destrato do grupo para com o PR. O líder atesta que os verdes migraram para a candidatura do prefeito Wilson Santos (PSDB) sem nenhum comunicado ao PR, após uma série de conversações para o respaldo à candidatura de Mauro Mendes. Achamos que foi uma quebra de confiança. Se alguém faz parte do arco de alianças, tem que conversar, critica Maggi. O desligamento foi oficializado no Diário Oficial do Estado que circulou na segunda-feira. Foram exonerados o presidente regional do PV, Roberto Stopa, que era superintendente do Arquivo Público de Mato Grosso, e o presidente municipal, Antônio Carlos Nogueira, que atuava na superintendência da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), e Adão Santílio, até então gerente de Transportes da Secretaria Estadual de Segurança Pública, entre outros. Na tônica do discurso de Maggi, o PR teria sido traído pelo PV, num desgaste inevitável no próprio governo. Além da disputa eleitoral em Cuiabá, ainda pesaria sobre a exoneração o apoio dos verdes à candidatura do ex-conselheiro Júlio Campos em Várzea Grande, pelo DEM. Questionado sobre outras demissões e nomeações em curso no governo, Maggi desconversa, mas procurar defender que não impera neste momento um movimento de acomodação dentro do organograma do governo de aliados eleitorais. Não há isso de nomear quem está na campanha. No governo, há sempre muitas trocas e exonerações. Isso é normal. Mas não sei quantos. Não cuido dessa parte. Existe uma secretaria para isso, declara. Maggi reforça no discurso que, apesar do episódio com o PV, não se trata de um expurgo de indicados de partidos rivais nas urnas este ano. Com os demais (partidos), não há problema nenhum. Não queremos ser uma hegemonia política. Ele afirma que diante do trato político entre legendas e governo está acima de tudo a governabilidade. Não podemos derrubar pontes e queimar caravelas, prega o chefe de Estado. (JS)