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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007, 21h:11

NOVAS REGRAS

DEM cobrará isenção de Maggi em 2008

Partido vai encaminhar ao governador pedido institucional para evitar subir aos palanques nos municípios que tiverem aliados na concorrência

JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
O Democratas (DEM) encaminha nos próximos dias pedido institucional ao governador Blairo Maggi (PR) para que assuma a postura de isenção nas campanhas voltadas às próximas eleições municipais. O assunto será tratado na reunião do diretório regional do partido, marcada para hoje. O pleito do DEM contraria posicionamento dado pelo governador de que irá marcar posição clara nos palanques em 2008. A isenção reivindicada pelo DEM é justificada pelo impasse que terá de ser administrado por Maggi em compatibilizar as articulações do Partido da República e a postura de rival nas urnas com partidos e lideranças que hoje compõem a base de apoio ao governo. O deputado estadual Dilceu Dal Bosco afirma que o alerta sobre tal imbróglio já foi feito ao governador em almoço mantido na semana passada, que também contou com a participação do deputado Percival Muniz (PPS). Ele ressalta que a questão agora será encaminhada em caráter oficial pelo partido. O deputado cita o município de Sinop, seu reduto eleitoral, como emblema da “delicada” situação eleitoral. O cenário de candidatos aventados à disputa nas urnas nas pesquisas inclui o próprio Dilceu e o deputado Juarez Costa, do PMDB, ambos da base de sustentação do governo Maggi. Porém, o governador já manifestou apoio incondicional à candidatura do secretário de Estado de Esportes e Lazer, Baiano Filho, pelo Partido da República. “Todos os aliados do governo estariam hoje na disputa em Sinop. Mas como é que ele irá prestigiar um nome em detrimento de outros quatro ou cinco?”, questiona Dal Bosco. O líder do DEM defende o afastamento de Maggi dos palanques onde haja o confronto nas urnas de aliados como a posição esperada de um líder que coordena um governo “suprapartidário”. “Seria muito melhor estrategicamente, sendo o governo pluripartidário, que ele deixe para que as questões de disputa se resolvam no município. O partido fará o apelo institucional para que o governador fique acima das questões eleitorais, senão será criado um problema sério no futuro”, declara. No início de abril, durante lançamento da sede do PR no Estado, o governador reconheceu que irá marcar uma posição clara em prol dos candidatos do PR durante o processo eleitoral. A decisão foi então referendada pelo secretário-geral da legenda, Luiz Antônio Pagot, e contraria a prática adotada por Maggi no pleito de 2004, em que se eximiu de aparições públicas em comícios de vários candidatos. Dal Bosco reconhece que o desenho que se forma no cenário político mato-grossense deverá realçar o PR como grande adversário nas eleições municipais. Contudo, o deputado ressalta que a queda-de-braço pelos votos não terá privilegiados, mas sim uma grande batalha de forças com partidos tradicionais no Estado. “A história mostra que não é porque está no poder que um governante consegue ganhar a maioria das eleições. O jogo será bastante dividido”, projeta.

Edição EDIÇÃO 16968




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