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Primeira Página
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008, 22h:26

PAIAGUÁS

Cúpula do PR discute sucessão 2010

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
Em reunião com a cúpula do PR feita ontem na sede do diretório estadual em Cuiabá, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, reafirmou que é pré-candidato ao governo do Estado e pretende conquistar o apoio interno do partido. Embora já tenha até participado de caminhada no Centro Histórico da cidade para se apresentar à população na condição de pré-candidato, e ter o apoio declarado do governador Blairo Maggi, Pagot nega que esteja tentando impor sua candidatura e defende que outras lideranças do partido se manifestem. “O partido tem outras lideranças, que são o deputado estadual Sérgio Ricardo e o prefeito Mauricio Tonhá de Água Boa. A minha disposição de viabilizar a candidatura não significa imposição”, declarou. Já o deputado estadual Mauro Savi remeteu à história do partido para justificar a declaração de Pagot. “O PR surgiu em 2006. Todos são iguais e têm o mesmo tempo de filiação. Qualquer definição será discutida com todos os membros”, afirmou. Durante as discussões da cúpula republicana, ficou acertado que no dia 19 deste mês o PR reunirá em um evento os filiados do partido para discutir o resultado das eleições e também para traçar um cronograma de ações para 2009. Para Pagot, o PR enquanto partido político precisa iniciar articulações para se fortalecer rumo ao pleito de 2010. “Precisamos desenvolver diretrizes para o crescimento do partido e construir uma base sólida para a disputa eleitoral. Nessa eleição, sentimos a falta de um amplo quadro de correligionários. Precisamos aumentar o quadro de filiados na capital e também no interior e permitir ainda mais participação política”, disse. O largo leque de alianças do governador Blairo Maggi que parece se dissolver nos próximos anos por conta da disputa eleitoral de 2010, até o momento, não é motivo de preocupação dos republicanos, que afirmam discutir o assunto apenas no futuro. “Antes de conversar com outros partidos, temos que definir a candidatura. Mais para frente, vamos definir os critérios que serão aplicados a todos os pretensos candidatos do PR na disputa do Palácio Paiaguás”, revelou Moisés Sachetti, presidente do diretório estadual do PR. Ao contrário do que previa inicialmente, Pagot aproveitou a reunião para esclarecer à cúpula republicana e à presidência do partido que não poderá assumir a direção da sigla. “Estou impedido legalmente de assumir. O estatuto do Dnit não me permite ocupar o cargo de comando partidário”, disse. Segundo ele, a condição de pré-candidato não significa de forma alguma que as atividades na pasta federal serão colocadas em segundo plano. “Tenho uma dedicação de 17 horas por dia durante a semana frente ao Dnit e vou cumpri-la por conta dos projetos que tenho que desenvolver e são importantes para o país”, prometeu. A manifestação pelo interesse em disputar o comando do Palácio Paiaguás se dá por conta do pouco tempo que terá nos próximos meses. “Até abril de 2010 tenho apenas 97 dias para viabilizar o projeto de candidatura. Destes, estão somados apenas finais de semana e feriados. Não vou me descuidar do Dnit em momento algum”, finalizou.

Edição EDIÇÃO 16960




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